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Responsabilidade pelo preço dos combustíveis é de Bolsonaro, critica governador

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O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), reagiu às recorrentes falas de Jair Bolsonaro (PL), que têm criticado a Petrobras pelos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis praticados nas refinarias da estatal.

"A responsabilidade pelo aumento dos preços dos combustíveis, tem nome, tem endereço. É do Palácio do Planalto e do presidente Jair Bolsonaro. É ele que tem poder sobre a Petrobras. É ele que tem poder para regulamentar - como outros presidentes da República fizeram, o presidente Fernando Henrique, o presidente Lula, a presidenta Dilma - garantindo a criação de uma poupança com a contribuição sobre os combustíveis para ter, exatamente, uma política de transição", declarou o petista, que integra o Fórum dos Governadores e o Consórcio Nordeste.

De acordo com Dias, com a referida "poupança" é possível "garantir, na hora que há uma variação do preço internacional,que se leve em conta também o custo do refino no Brasil, e, a partir daí, se fazer o preço adequado para evitar impacto na vida social e econômica do país".

"É hora de se impor. Se é corajoso, se é presidente, então tem que agir em relação ao interesse público, seja em relação à Petrobras, seja quem quer que seja".

Wellington Dias

Dias reforçou a posição dos governadores de que o ICMS, frequentemente apontado no passado por Bolsonaro como razão dos aumentos, "não tem a ver propriamente com os combustíveis. Está congelado desde novembro, e os combustíveis seguirão subindo".

O governador retomou a questão após recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a possibilidade de cobrança de alíquotas do ICMS sobre o Diesel em cada estado da Federação. De acordo com a posição dos governos estaduais, a decisão provisória - tomada a pedido do Executivo federal - pode ter o efeito de elevar o preço dos combustíveis.

"Um Estado que hoje cobra R$ 0,75 por litro de gasolina para ir para um preço fixado em torno de R$ 1. Ele vai ter que aumentar mais R$ 0,30. Tem estado que vai ter que aumentar R$ 0,56, 0,57. Parece que o governo quis aqui apenas mais uma vez jogar o povo contra os governadores. Isso não é razoável", disse.

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