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Reforma Trabalhista: Brasil é país de "empreendedores"

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reforma administrativa

O fundador da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, sugeriu recentemente o "empreendedorismo" como solução para o emprego e renda no Brasil. O executivo participava, na ocasião, do Expert XP, evento de investidores organizado pela XP.

“Quem faz o Brasil acontecer são os empreendedores. Se a gente tivesse 30 milhões de empreendedores, iria ter mais emprego e mais renda”, afirmou.

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Empreender se tornou um tema bem difundido nos últimos tempos, em especial nestes cinco anos da reforma trabalhista. E para além do empreendedorismo como solução para salvar o Brasil em termos de "emprego" e "renda", a dúvida que fica é em relação à sua escolha: se é pela oportunidade ou necessidade? 

Dados do Ministério da Economia mostram que quase 70% das empresas em operação no país em 2022 são Microempreendedores Individuais (MEIs).

Em relação à sondagem do Sebrae, se tornar MEI parece ser uma opção para evitar o desemprego. Desde 2013, a maior parte das ocupações imediatamente anteriores de quem se tornou MEI era de carteira assinada. Naquele ano, esse percentual era de 41%. Em 2022, atingiu 57%.

A renda média familiar de um MEI, ainda segundo o Sebrae, é de R$ 4.400. Em 2019, 21% dos MEIs tinham renda familiar acima de 6 salários mínimos. Atualmente, esse percentual é de 17%. Do outro lado, aqueles com renda familiar de até 1 salário mínimo saltaram de 3% para 6% na comparação entre os dois anos.

A maioria (52%) ganha entre dois e cinco salários mínimos como renda familiar.

Por fim, as duas principais ocupações que funcionam como MEI no país dão uma noção de que tipo de "emprego e renda" está sendo garantida pelo empreendedorismo. 

A ocupação que lidera a maior proporção de MEIs é a de cabeleireiros (8,1%). Logo em seguida, vem a de vendedor de vestuário (8%).