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Reforma Administrativa: Pressão pode colocar proposta para 2023

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Imagem do site Recontaai.com.br

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da chamada reforma administrativa pode não avançar no ritmo desejado pela equipe econômica do Planalto. Isto porque, além da resistência da oposição, a própria base do governo do Congresso pressiona para que o projeto seja deixado para depois.

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Além das críticas da oposição, que vê no projeto o potencial de destruição dos serviços públicos brasileiros, parte da base do governo teme que o projeto leve a perdas eleitorais.

"Precisamos seguir pressionando dentro e fora do parlamento. Precisamos envolver os deputados em audiências públicas e outros eventos nas câmaras municipais nas suas bases eleitorais e assembleias legislativas convocadas por parlamentares aliados", defende Vladimir Nepomuceno, consultor e assessor de entidades sindicais.

Diversos parlamentares bolsonaristas têm como base eleitoral servidores públicos, especialmente profissionais das forças de segurança. Para eles, a aprovação da PEC significaria cobranças e até perda deste eleitorado.

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, queria a aprovação da PEC até julho, para a proposta seguir para o Senado. Há uma série de empecilhos no caminho, como a realização de audiências públicas na Comissão de Constituição e Justiça. A oposição é clara em afirmar que o projeto tem vícios inconstitucionais.

Bolsonarista ferrenha, a presidente da CCJ, Bia Kicis (PSL-DF), afirmou que projetos como este têm muito mais chance de sucesso em momentos iniciais de governo.

Caso passe pela CCJ, uma comissão especial será criada. Parlamentares entendem que, nesta hipótese, este colegiado debateria a questão pelo menos até agosto.

Com a proximidade crescente das eleições, parte do Congresso já entende que a reforma administrativa pode subir no telhado e não avançar.

"Ainda não temos a garantia do adiamento, mas podemos conseguir. Quanto mais perto das eleições, melhor para não tramitar", complementa Nepomuceno.