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Recuperação econômica no Brasil será mais lenta do que em 90% dos países

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Imagem do site Recontaai.com.br

Depois da crise sanitária, a crise econômica é o fantasma que assombra o mundo todo. Com a necessidade de parar as máquinas – e também as lojas, os escritórios e a maior parte das atividades econômicas não essenciais – os países terão que lidar com a diminuição da sua produção de riquezas. Ou seja, com a diminuição do crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB).

Isso já era sabido. Logo, paises ao redor do mundo implementaram medidas e ajustaram suas políticas econômicas. Porém, as coisas não funcionaram bem assim no Brasil, segundo Miguel Balassiano. O pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), projeta que o Brasil estará na rabeira da lista da recuperação econômica em um ranking de 192 países, segundo reportagem de O Estado de S. Paulo.

Mesmo que utilize como base o Boletim Focus e as perspectivas do FMI, cujas projeções são menos pessimistas, o cruzamento de ambos forneceu ao pesquisador Miguel Balassiano um panorama bastante ruim. Segundo seus estudos, o Brasil ocupará a 171ª posição entre os 192 países analisados quando se trata da recuperação econômica.

A queda do PIB projetada por Balassiano é da ordem de -1,6% considerando 2020 e 2021.

A recuperação econômica do Brasil pode ser ainda mais difícil

Balassiano e a FGV não estão sozinhos no pessimismo. Apesar do Boletim Focus e o FMI terem soltado projeções menos assustadoras, outros institutos de pesquisa têm trabalhos que comprovam o tombo. O Banco Mundial prevê um PIB 3% menor para o Brasil considerando o mesmo biênio.

O que colabora para essa previsão pessimista é o fato de que mesmo antes da pandemia, o Brasil já vinha passando por um péssimo momento econômico. Desemprego em alta assim como a informalidade no mercado de trabalho já eram dados anteriores. No mesmo sentido, já havia um baixo crescimento econômico e o aumento da desigualdade.

Se não havia uma base sólida antes da crise advinda da pandemia, e ainda não haver clareza sob quais políticas econômicas serão adotadas depois, o futuro e a recuperação econômica se tornam ainda mais incertos.

Com informações do Estadão.