Reconta Aí Reconta TV Ativos da Caixa: “Vender agora é vender a preços baixíssimos”, diz deputado

Ativos da Caixa: “Vender agora é vender a preços baixíssimos”, diz deputado

A direção da Caixa Econômica Federal divulgou a ideia de manter o planejamento de privatizações previstas para a instituição, ainda que em meio à pandemia do novo coronavírus. A programação, segundo Pedro Guimarães, presidente do Banco Público, deve sofrer alterações.

A instituição estuda realizar a oferta inicial de ações (IPO, em inglês) do setor de cartões antes da abertura de capital da unidade de seguros, invertendo a ordem pensada originalmente.

“Se não conseguirmos fazer o IPO da Seguridade até setembro, poderemos deixar a operação para 2021”, disse em conferência virtual sobre os resultados da Caixa no primeiro trimestre.

O ingresso da Caixa Seguridade no mercado de capitais estava previsto para ocorrer no mês passado, mas foi suspenso, seguindo a tendência de outras empresas.

A crise provocada pela pandemia, entretanto, tem levantado resistências a privatizações, mesmo que parciais, no Congresso.

“Isso é uma temeridade. A Caixa não pode ser privatizada, ela tem um papel fundamental, estratégico, em momentos de crise e em momento de normalidade de atendimento à população. Diminuí-la vai enfraquecer sua capacidade de atendimento”, critica o deputado Enio Verri (PT-PR), um dos autores de um Projeto de Lei que suspende privatizações.

Se privatizações de áreas estratégicas são indesejáveis por si só, o contexto atual torna ainda mais negativa a iniciativa, já que os ativos podem ser vendidos a “preço de banana” para “favorecer o setor privado às custas de uma empresa construída com o suor do povo”: “O segundo equívoco é que em momentos de crise, o preço cai. Ofertar agora qualquer tipo de serviço ou produto para vender a especuladores, implica vender a preços baixíssimos”.

Assista ao vídeo do deputado Enio Verri sobre o assunto.