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Reconta Aí lança série com indicações de livros feitas por economistas

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Imagem do site Recontaai.com.br

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Aproveitando a celebração do Dia do Economista nesta quinta-feira (13), o Reconta Aí sacia a curiosidade sobre esta que se tornou uma figura constante do cotidiano a partir da proliferação das lives: a biblioteca alheia.

Pedimos a profissionais vinculados à área econômica que indicassem duas categorias de livros: os que foram ou estão sendo lidos durante a pandemia e obras mais gerais, que possam ajudar o não especialista a entender um pouco mais a realidade econômica brasileira.

Para começar essa série, convidamos Sérgio Mendonça, economista do Reconta Aí. Na próxima matéria da série, as indicações serão feitas por Luiz Gonzaga Belluzzo.

Confira abaixo as escolhas de Mendonça:

Leitura durante a pandemia

O Estado Como Parte da Solução: Uma Análise dos Desafios do Desenvolvimento – Márcio Pochmann e Greiner Costa (Organizadores)

A publicação traz 17 textos organizados em duas partes: “Privatização, concessão e internacionalização” e “Estudos sobre setores produtivos estatais específicos”. Ao final, apresenta o Relatório preliminar do laboratório do Desenvolvimento da Fundação Perseu Abramo, realizado em 2019, sob a coordenação de Marcio Pochmann, Gustavo Codas (in memorian), Reginaldo Moraes (in memorian) e William Nozaki

Para entender Economia

Formação Econômica do Brasil – Celso Furtado

Clássico publicado em 1959, a obra busca descrever como o passado – no transcorrer de séculos de história econômica, descrevendo os ciclos que comandaram a vida do país -geraram as raízes para os problemas nacionais.

Quinze Anos de Política Econômica – Carlos Lessa

Produzida como um relatório da Cepal, o livro é visto como uma continuação da obra citada de Furtado, analisando a economia brasileira da Segunda Guerra Mundial até a década de 1960.

Formação do Brasil Contemporâneo – Caio Prado Júnior

Abordando três séculos de História Colonial, o livro, publicado em 1942, é um dos primeiros a buscar no passado as origens das deficiências nacionais, além de ser um dos pioneiros na tentativa de utilização da teoria marxista para análise da realidade brasileira. O livro foi fundamental para apresentar explicações sobre nosso “atraso” que não se baseassem na raça ou no clima.

A Inflação Brasileira – Ignácio Rangel

Publicado em 1963, é a obra de Rangel que teve maior impacto no debate público. No texto, o intelectual nacionalista defende que a inflação, à época era consequência e não causa da crise econômica pela qual o país passava.

Da Substituição de Importações ao Capitalismo Financeiro – Maria da Conceição Tavares

Conjunto de ensaios, originalmente publicado em 1974, da economista portuguesa que formou diversos economistas brasileiros. Como o título aponta, trata-se de uma coletânea de textos que abordam as diversas modificações na economia brasileira a partir da industrialização do país.

O Capitalismo Tardio – João Manuel Cardoso de Mello

Formulado em 1975, como tese de doutoramento, a obra tem um histórico peculiar, tendo circulado em forma de cópias xerografadas. É considerado um dos pilares do pensamento econômico que se desenvolveu em torno do Departamento de Economia da Unicamp.

Dependência e Desenvolvimento na América Latina: Ensaio de Interpretação Sociológica – Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto

Parte da chamada Teoria da Dependência, a obra aborda como o subdesenvolvimento deveria ser entendido não como uma etapa ou estágio da economia, mas sim como uma posição e relação: existiria subdesenvolvimento justamente porque há desenvolvimento nos países centrais.

Pensamento Econômico Brasileiro: O Ciclo Ideológico do Desenvolvimento – Ricardo Bielschiwsky

O livro aborda o período entre 1930 (início da industrialização) e 1964 (golpe militar). O objeto do livro é o pensamento econômico, ou seja, traça uma História das Ideias, apresentando o debate entre diversas correntes teóricas no período citado.

Geografia da Fome – Josué de Castro

Originalmente publicado em 1946, a obra contesta as explicações utilizadas à época – e às vezes ainda hoje – para o fenômeno da fome, como um suposto excesso populacional. Curiosidade: Josué de Castro é homenageado em um dos versos da canção “Da Lama ao Caos”, dos também pernambucanos da Nação Zumbi.

Salário Mínimo: Instrumento de Combate à Desigualdade – Vários Autores/Dieese

Conjunto de ensaios que vão desde a história da implementação do salário mínimo do país até os impactos sociais e econômicos verificados pela política de salário mínimo adota ao longo de nossa história.