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Rayssa, Ítalo e Rebeca ganharam medalhas olímpicas em Tóquio, apesar da redução de investimentos no Bolsa Atleta

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Breno Barros/rededoesporte.gov.br - Rayssa Leal
Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br - Ítalo Ferreira
Júlio César Guimarães/COB - Rebeca Andrade

De acordo com dados apurados pela Fiquem Sabendo, agência de dados especializada no acesso a informações públicas, a partir de 2017 houve redução de investimentos no programa Bolsa Atleta. O ano se refere ao início de preparação para o ciclo olímpico que culminou com as Olimpíadas de Tóquio, que ocorrem neste momento.

As informações compiladas pela agência Fiquem Sabendo foram obtidas por meio de dados do Ministério da Cidadania. Conforme o apurado, "foram investidos no último ciclo olímpico, de 2017 até 2021, cerca de R$ 530 milhões no projeto Bolsa Atleta, contemplando 26.836 bolsas". No ciclo olímpico anterior, que foi de 2013 a 2016, o investimento total foi de R$ 641 milhões.

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O Bolsa Atleta

Criado em 2005, durante a primeira gestão do ex-presidente Lula, o Bolsa Atleta tinha como missão permitir que os esportistas de alto rendimento se dedicassem integralmente aos treinos. O programa foi considerado um dos maiores em patrocínio individual do mundo, sendo responsável pelo sustento de 80% dos atletas que representam o Brasil nessa Olimpíada, segundo a Agência Brasil.  

Contudo, a história do programa teve um importante corte de continuidade. Além da diminuição de investimentos que começou em 2017, ocorrem outros problemas, como atraso de pagamento dos atletas. Isso culminou com a não realização de um edital em 2020, a primeira vez desde que o programa foi criado.

De acordo com o Ministério da Cidadania, até o dia 2/08, dez das onze medalhas brasileiras foram conquistadas por participantes do programa. Ainda de acordo com a pasta, a skatista Rayssa Leal foi uma exceção pois não tinha idade para receber o benefício.