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R$ 250? Parlamentares criticam valor do auxílio emergencial proposto por Bolsonaro

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Bolsonaro pretende apresentar ao Congresso um novo valor de auxílio emergencial com quatro parcelas de R$ 250; oposição quer benefício maior

A nova rodada do auxílio emergencial apresentada pelo presidente Jair Bolsonaro não agradou a oposição. Para os parlamentares, quatro parcelas de R$ 250 são insuficientes para enfrentar o período da pandemia de Covid-19.

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Vários deputados estão mobilizando suas bases para que haja a volta do pagamento de R$ 600 – valor que foi discutido e aprovado pelo Congresso Nacional quando os efeitos da pandemia tiveram início.

Grande parte do Brasil reabriu comércios e indústrias. Mas as contaminações pela Covid-19 aumentaram vertiginosamente, fazendo com que governadores e prefeitos voltassem a estudar o fechamento.

Sem trabalho e sem poder trabalhar, a população precisará ainda mais do auxílio emergencial, mas não somente pelos quatro meses propostos por Bolsonaro.

Confira abaixo o que os parlamentares pensam sobre o assunto:

O novo valor do auxílio emergencial, segundo parlamentares

Erika Kokay (PT/DF)

“É muita canalhice. O governo Bolsonaro vinculou o pagamento do novo auxílio emergencial à destruição do piso de investimentos em saúde e educação para tirar o foco do valor pífio de R$ 250 e do fato do benefício atingir menos brasileiros e brasileiras”, criticou a deputada Erika Kokay em suas redes sociais. Por conta disso, a deputada mobilizou seus seguidores com a hashtag #AuxilioSimDesmonteNao .

Camilo Capiberibe (PSB/AP)

“O valor é muito baixo e não atende às necessidades das pessoas. Com o aumento nos preços dos alimentos fica ainda mais irrisório”, disse o deputado Camilo Capiberibe. “Não surpreende porque é próximo do que o governo queria no ano passado, que era R$ 200; mas foi triplicado pelo Congresso. Batemos recorde de mortes diárias pela Covid e o desemprego cresceu depois do fim do auxílio”, complementou o parlamentar, que promete lutar contra a diminuição do benefício.

“O Congresso precisa votar e ampliar esse valor para colocar comida na mesa, matar a fome dos brasileiros, mas também movimentar a economia e gerar empregos e até receitas públicas”.

Lídice da Mata (PSB/BA)

“É urgente renovar o auxílio emergencial até o fim da pandemia. Mas não apenas de 250 reais, tem que ser muito mais. Já são 13 milhões de pessoas que entraram na linha da pobreza”, disses a deputada, que também defende o valor de R$ 600.

“A decisão da Câmara dos Deputados de aprovar o auxílio emergencial no ano passado foi correta e essencial para que a camada mais pobre da população pudesse sobreviver durante o isolamento social. E isso também ajudou a movimentar a economia do Brasil. Vamos lutar para que seja aprovado um valor maior do que o governo está propondo e que, sabemos, não é suficiente”.

Sâmia Bomfim (PSOL/SP)

Juntamente com os deputados citados anteriormente, Sâmia Bomfim também critica o valor proposto por Bolsonaro.

“Foi retirada da PEC Emergencial o fim do investimento mínimo em saúde e educação. Conquista importante da mobilização popular! Agora é aumentar a pressão para que o valor do auxilio emergencial seja de R$ 600. A proposta de R$ 250 não corresponde à gravidade da crise”, afirmou em suas redes sociais.

Nilto Tatto (PT/SP)

“Neste cenário de preços dos alimentos da cesta básica em escalada, aumento do custo de vida e explosão do valor do barril de petróleo e do diesel, os R$ 250 propostos por Bolsonaro não dão conta sequer de despesas básicas de luz, água e gás, quanto mais para se alimentar”, afinetou Nilto Tatto.

“Mostra a má vontade de Bolsonaro em garantir a sobrevivência de milhões de brasileiros, condenados pelo Governo Federal a morrer de fome”, disse o parlamentar, que se preocupa ainda com as privatizações.

“É grave também atrelar o pagamento do auxílio à privatização de estatais como a Eletrobras e os Correios. Além de desumano, é um atentado à soberania nacional. Bolsonaro vai se firmando como o presidente mais entreguista da história do Brasil”.

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