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R$ 250: o que o novo auxílio emergencial compra no mercado?

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Bolsonaro entregou hoje ao Congresso Nacional uma Medida Provisória contendo o valor do novo auxílio emergencial: valores são de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da família

Foi definido nesta quinta-feira (18), por Medida Provisória, o valor do novo auxílio emergencial. De acordo com o documento, serão em média R$ 250 pagos em quatro parcelas a partir do mês de abril.

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Com o aumento do preço dos alimentos, o valor da cesta básica foi às alturas. Segundo o Dieese, para que a população adquira os produtos que compõem a cesta na cidade de São Paulo, são necessários R$ 639,47. Mas do que o dobro da quantia disponibilizada pelo governo no novo auxílio.

Dessa forma, famílias terão que deixar no carrinho itens necessários à boa alimentação. Um drama que milhões de brasileiros têm vivido desde dezembro, depois do pagamento da última parcela da etapa anterior do auxílio.

Quais produtos compõem a cesta básica?

De acordo com o Dieese, carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, legumes, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga são os produtos que compõem a cesta básica no Brasil. Existem diferenças regionais, mas elas se dão nas quantidades de cada produto. Por exemplo, no Norte e Nordeste calcula-se que a compra de farinha seja maior do que no Sul.

O que é possível comparar com R$ 250?

R$ 250 representam 39% do valor da cesta básica em São Paulo. Assim, produtos mais caros, como a carne, provavelmente ficarão de fora da compra dos que só dispõem do auxílio para pagar. Atualmente, o quilo da carne de primeira custa cerca de R$ 40,70 na capital.

Outro alimento cujo preço aumentou foi o café em pó. Conforme o relatório do mês de fevereiro do Dieese, a demanda constante e alto preço do dólar, fizeram que a bebida tivesse alta em diversas cidades.

No mesmo sentido, por conta da alta de preços, é possível encaixar o açúcar. A alta registrada em 13 das 18 capitais pesquisadas é fruto da entressafra, da especulação de preço feita pelas usinas e do alto valor do dólar.

Já o arroz, o óleo de soja, o tomate, o leite e a batata tiveram discreta redução de preços em muitas das capitais pesquisadas. Equilibrar a necessidade de alimentação das famílias com o valor do novo auxílio emergencial será quase impossível. O benefício disponibilizado pelo governo mal cobre as necessidades básicas alimentares de uma pessoa. Isso sem contar despesas como moradia, transporte e saúde, especialmente durante a pandemia.

Cerca de 45,6 milhões de famílias estarão entre o grupo dos contemplados pelo novo auxílio, que irá de R$ 150 a R$ 375.