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Quanto mais transmissão comunitária, maior a taxa de mutação do coronavírus

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De acordo com o infectologista Danilo Duarte, a alta transmissão comunitária aumenta o risco de nova de mutação do coronavírus

Natal, Ano Novo e Carnaval: desde o final do ano passado, não faltou vontade de estar junto com a família e amigos. Contudo, segundo o infectologista Danilo Duarte, essas aglorações podem trazer prejuízos coletivos para todos os brasileiros por conta das novas variantes da Covid-19.

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E as novas variantes da Covid-19, segundo o Dr. Duarte, são alarmantes. “Elas preocupam porque algumas delas sugerem uma taxa de transmissão maior, e outras conferem uma suscetibilidade menor às vacinas”, alerta o especialista. Segundo ele, isso já era esperado por conta das mutações que acontecem com os vírus.

Mutação viral e as novas variantes

O médico infectologista explica que os vírus sofrem mutações para que possam perpetuar a espécie. “Alguns tipos de vírus mutam mais, outros menos e algumas dessas mutações geram as variantes”, explica.

“Quanto mais o vírus estiver circulando, maior será a taxa de replicação dele, e sendo maior a taxa de replicação, maior a taxa de mutação, e quanto maior o número de mutações, maior a chance de gerar uma variante com maior letalidade e maior condição de causar não só a transmissão, mas como formas graves e óbitos.”

Dr. Danilo Duarte

A “imunidade de rebanho” pela doença é um obstáculo às vacinas

Se o vírus que deu origem à pandemia já era preocupante, as novas variantes são ainda mais. Isso porque algumas delas sugerem uma taxa de transmissão maior; outras, tornam obsoletas parte das vacinas existentes.

“A definição de imunidade de rebanho por infecção natural nunca foi atingida em nenhuma doença”, afirma o infectologista. Logo, o aumento das transmissões não beneficiará de forma alguma a população, nem extinguirá a doente. Nesse sentido Dr. Duarte alerta: “Não existe nenhuma doença na história que tenha sido deletada porque a população inteira pegou. Então, essa definição é errada”.

A situação do Brasil

Atualmente, no Brasil, é cada vez mais difícil pensar em estratégias eficientes de isolamento social. Com o fim do auxílio emergencial e a volta às aulas, as pessoas estão sendo obrigadas a sair de casa.

Com isso, aumenta-se o risco do surgimento de novas variantes.

“A gente tem mantido um patamar alto [de infecções]. O que acontece no Brasil é que com a subnotificação, com a demora da distribuição dos dados e com a falta de testagem em massa da população, a gente nunca tem certeza de como está o cenário.”

Dr. Danilo Duarte

O infectologista relata ainda que a vacinação em uma velocidade muito baixa dificulta o controle da pandemia, além de desistimular a população, que muitas vezes procura uma unidade de Saúde e não encontra vacina.

A solução é conter a transmissão e evitar a mutação

Sem um plano de vacinação executado de forma adequada e com o perigo das variantes rondando o País, a solução segue a mesma do início da pandemia – distanciamento social e uso de máscaras.

“Quanto menos ele estiver sendo transmitido, menor vai ser a taxa de mutação. E isso só vai ser corrigido com o distanciamento social, uso de máscaras e, principalmente, com a vacinação.

Dr. Danilo Duarte