Reconta Aí Atualiza Aí Kit Covid: Quando o “placebo” mata – Hidroxicloroquina, Cloroquina, Azitromicina e Ceftriaxona apresentam reações adversas

Kit Covid: Quando o “placebo” mata – Hidroxicloroquina, Cloroquina, Azitromicina e Ceftriaxona apresentam reações adversas

Publicado o primeiro estudo brasileiro com as reações adversas a medicamentos usados nos protocolos de tratamento para a Covid-19 no País

Ao contrário do que foi dito recentemente por Bolsonaro, Cloroquina, Ivermectina e outros medicamentos presentes no “Kit Covid” não são placebo. São substâncias químicas com ação farmacológica e podem matar.

Agora, isso pode ser comprovado cientificamente por meio de um estudo nacional – o primeiro – com as reações adversas aos remédios que vêm sendo usados contra a Covid-19.

Em forma de artigo, o estudo tem a participação de seis pesquisadores de diversas agências de saúde e universidades do País. A pesquisa está disponível para consulta na plataforma SciELO e na na revista Cadernos de Saúde Pública.

Metodologia e amostra do estudo sobre reações adversas

Os dados sobre a pesquisa foram colhidos pelos pesquisadores no Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos – órgão submetido à Anvisa e ao Ministério da Saúde para onde foram encaminhados relatórios de segurança de casos indviduais feitos por médicos e farmacêuticos identificadas entre 1 de março e 15 agosto de 2020 no Brasil.

A amostra contou com 402 relatórios de casos individuais de pacientes que tiveram reações adversas a medicamentos utilizados no combate à Covid-19. Dentre eles, 53,3% dos pacientes também tomavam remédios para outras doenças, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares.

Entre os medicamentos que causaram mais reações adversas e também interações medicamentosas estão a Hidroxicloroquina (59,5%), seguida pela Azitromicina (9,8%). Contudo, outros medicamentos presentes no chamado “Kit Covid” também apareceram entre os que mais causaram reações adversas: a Cloroquina (5,2%) e a Ceftriaxona (3,2%).

O maior número de reações adversas acometeu o coração dos pacientes, levando a 11 óbitos. Somando todas as reações adversas que acometeram outros órgãos e sistemas, o número de mortes chegou a 30.

Enganos sobre medicamentos, vacinas e placebo

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Placebos são substâncias sem ação farmacológica, ou seja, não fazem mal nem bem. Dessa forma, os placebos são utilizados como base de comparação em todas as pesquisas centíficas para a criação de remédios, vacinas e terapias.

Geralmente, o placebo é composto por amido ou açúcar e pode até gerar um efeito positivo sobre o paciente, o chamado ‘efeito placebo’. Contudo, sua ação é inócua sobre a doença, não podendo piorá-la ou melhorá-la.

O estudo realizado por José Romério Rabelo de Melo, Elisabeth Carmem Duarte, Marcelo Volger de Moraes, Karen Fleck, Amanda Soares Nascimento e Silva e Paulo Sérgio Dourado Arrais mostra que ao contrário do que o presidente da República diz, indicar remédios pode sim colaborar para a morte de pessoas.

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