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Covid-19: Professores na pandemia poderão realizar somente o teletrabalho

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Justiça atende professores na pandemia e suspende aulas e atividades presenciais nas escolas de São Paulo durante vigência das fases laranja e vermelha.

Professores e estudantes estão encarando uma volta às aulas trágica no estado de São Paulo. De acordo com dados apurados pelo Sindicato dos Professores do ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp, já são 2.190 casos de contaminação em pessoas que trabalharam presencialmente em 994 escolas do estado.

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Porém, a partir desta terça-feira (9), os professores de escolas do estado de São Paulo poderão realizar o trabalho à distância. Em resposta à ação movida pela Apeoesp e outras entidades ligadas à educação, a justiça garantiu o direito de professores não precisarem realizar o trabalho presencial.

De acordo com a sentença proferida pela Juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti nesta tarde, está proibida a convocação de profissionais filiados às entidades participantes do processo nos estágios mais críticos de contágio da pandemia.

Segundo o professor de sociologia na rede pública estadual e representante de Escola na Apeoesp, Alexandre Linares, é “uma vitória dos trabalhadores da educação a ação judicial liderada pela Apeoesp e mais cinco entidades da educação”.

Como estão os professores na pandemia?

“Eu estou em teletrabalho por ser do grupo de risco”, conta Alexandre Linares. Ainda assim, segundo ele, se sente “apavorado” por seus colegas e alunos. Assim como pelas famílas deles.

Na escola em que Alexandre dá aulas, em três semanas houve quase dez casos, entre suspeitos e confirmados, de trabalhadores, estudantes e familiares com Covid-19.

O professor ainda conta que os alunos querem voltar às aulas presenciais, pois o ensino remoto não atende às necessidades: a falta de acesso à internet e equipamentos é uma realidade que prejudica a educação à distância.

“Meu esforço como professor é ajudar os alunos a superarem as dificuldade e fomentar a esperança. Mas governos não ajudam. Ao contrário, parecem querer trabalhar pela pandemia”, desabafa.

No mesmo sentido, Matheus Lima, professor em Cotia e diretor da Apeoesp, diz que anseia pela volta à educação presencial. “A nossa luta é para que não haja aulas presenciais e que sigam as aulas remotas. Queremos voltar o mais breve possível para as aulas presenciais, mas com segurança sanitária, com a vacinação”, aponta.

Decisão atende professores filiados às entidades

Conforme a APEOESP, a decisão é uma vitória. Porém, o sindicato pretende pressionar a justiça e o governo para que a medida se aplique a todos, independente se são ou não filiados às entidades que entraram com a ação.

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