Reconta Aí Atualiza Aí Privilégios militares no País do auxílio emergencial

Privilégios militares no País do auxílio emergencial

Ocupando cada vez mais cargos no Executivo, militares têm enormes privilégios no País do auxílio emergencial

Saúde e Meio Ambiente, duas áreas críticas na atualidade, têm militares em sua gestão. Nomeados pelo presidente, Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro, os militares não têm obtido sucesso.

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Um ministro General na Saúde

Na área da saúde, o General Pazuello, especialista em logística, tem “patinado” desde o começo da pandemia. Nesse sentido, os erros são muitos e vão desde a má negociação sobre vacinas até a não distribuição de testes contra a Covid-19 – estocados em um depósito do aeroporto de Guarulhos, em SP.

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Com a enorme compra do princípio ativo para a produção de cloroquina, o general vem sendo chamado com regularidade para se explicar no Congresso, além de ter sido denunciado pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao STF.

Sob o comando de Salles, militares marcam presença no Meio Ambiente

Já na área ambiental, o ministro é civil: Ricardo Salles. Contudo, sua política é a de colocar militares do Exército e da Polícia para comandar órgãos chave, mesmo sem experiência prévia ou formação acadêmica na área.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou essa incoerência em um relatório apresentado à União em novembro de 2020. De acordo com ele, as nomações militares de Salles desrespeitam um decreto assinado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, o decreto 9.727.

Entretanto, ainda há mais críticas. As operações de Garantia de Lei e Ordem na Amazônia, para debelar incêndios e crimes amabientais, custam muito e são pouco eficientes. Só na Operação Verde Brasil 2 foram gastos R$ 60 milhões. Para se ter uma ideia, o orçamento para o funcionamento do IBAMA por um ano é de R$ 76 milhões.

Privilégios militares na ativa e na reserva

Militares não se aposentam, vão para a reserva. Entretanto, mesmo depois da Reforma da Previdência de 2019, eles seguem privilegiados. Isso porque as mudanças não foram estendidas a eles.

“Os militares representam metade dos gastos da Previdência entre o funcionalismo público, embora representem apenas 31% do quadro”, apura David Deccache, assessor econômico da Liderança do PSOL. Ao contrário de outros servidores, militares possuem paridade de remuneração entre ativos e inativos. Ao levar em conta a população que trabalha para a iniciativa pivada, essa situação é ainda mais desigual.

Os números apresentados por Deccache causam espanto: são gastos R$ 43,9 bilhões com pensões e aposentadorias para cerca de 300 mil militares e pensionistas. Já para os servidores civis, que somam 680 mil pessoas, são gastos R$ 46,5 bilhões.

Além disso, com dados do Tesouro Nacional, é possível observar que o déficit por beneficiário do regime de previdência militar chega a ser 85 vezes maior do que o apresentado pelodo regime geral urbano.

O economista explica: “São justamente os militares, justamente a parcela de servidores que mais apresenta anomalias fiscais em comparação ao restante da população.”

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