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Prévia da inflação fecha 2022 em 5,90%; preço dos alimentos é principal vilão

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 15 apresentou alta de 0,52% em dezembro, e fechou o ano de 2022 com variação acumulada de 5,90%. Em 2021, a prévia da inflação havia sido de 10,42%, a maior para um ano desde 2015. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em dezembro. Transportes (0,85%) e alimentação e bebidas (0,69%) foram responsáveis pelo maior impacto no mês. Vestuário (1,16%) apresentou a maior variação, fechando o ano com a maior alta acumulada (18,39%) entre os grupos.

Quanto aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação foi registrada em Goiânia (0,89%), influenciada pelas altas da gasolina (2,74%), da energia elétrica (4,13%) e do tomate (33,75%). O menor resultado, por sua vez, ocorreu em Salvador (0,36%), onde pesou a queda de 3,50% nos preços da gasolina.

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Inflação em 2022

Alimentação e bebidas (11,96%) foi o grupo que mais impactou na inflação durante todo o ano de 2022. Na passagem de novembro para dezembro, os preços dos alimentos para consumo no domicílio subiram 0,78%, influenciados pelas altas da cebola (26,18%) e do tomate (19,73%). Nos últimos três meses, as variações acumuladas desses dois produtos foram de 52,74% e 49,84%, respectivamente.

Além disso, os preços do arroz (2,71%) e das carnes (0,92%) também subiram em dezembro, contribuindo para a alta observada no grupo.

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,40%) ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores impactos no ano. O destaque segue sendo o plano de saúde (1,21%), que incorpora a fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.