Pular para o conteúdo principal

Presidente da Petrobras diz que política de preços não vai mudar e que a empresa não faz políticas públicas

Imagem
Arquivo de Imagem
gasolina

Em entrevista a Rádio Bandeirantes na manhã desta sexta-feira (1º), o presidente da Petrobras respondeu várias perguntas sobre a situação do preço dos combustíveis no Brasil. Joaquim Silva e Luna, general reformado que preside a estatal, manteve chavões e deixou de explicar coisas importantes sobre a única empresa que poderia baixar o preço dos combustíveis no País.

"Estamos sem alterar o preço da gasolina há 86 dias pela Petrobras", afirmou Joaquim Silva e Luna. No entanto, houve uma série de reajustes do preço do combustível nas refinarias ao longo de todo o ano de 2021; o último no dia 11 de agosto e o penúltimo em 6 de julho.

Por que a gasolina está tão cara?

O general retomou a questão dos impostos como fator adjacente ao aumento da gasolina, assim como Bolsonaro tem falado reiteradamente em suas lives às quinta-feiras. Mas responsabilizou, principalmente, o mercado internacional e a covid-19 pelo preço do combustível. Atualmente, a gasolina já atinge R$ 7 nas bombas de combustível dos postos de alguns estados. Mas conforme disse o presidente da Petrobras, "não há o que fazer".

LEIA TAMBÉM:
- Fundo compensador para baixar preço de combustíveis é insuficiente
- Petrobras: subsídio do gás vai ajudar famílias de baixa renda, mas sem resolver problema de preço alto para todos

Sobre as tendências para o futuro próximo, Silva e Luna afirmou: "O Norte do mundo já está sofrendo as consequências do outono inverno, então o consumo passa a ser muito maior e a demanda muito grande. A tendência é aumentar [o preço da gasolina]". Ainda na mesma entrevista, o general afirmou que não há como saber a tendência de preço do combustível.

Lucros e dividendos da Petrobras são a única contribuição da estatal ao Brasil, segundo Silva e Luna

No segundo trimestre deste ano, a Petrobras lucrou R$ 43 bilhões. Ainda assim, o general Silva e Luna acredita que o preço dos produtos vendidos não deve sofrer alteração. Segundo ele, o altíssimo lucro para os acionistas, que teve como fonte além da política de preços o desmonte da empresa com a venda de refinarias, é a maior contribuição da estatal ao País.

Ao ser questionado sobre a ideia de se criar um fundo - já cogitada pelo ex-presidente Michel Temer - para equilibrar o preço do combustível na bomba, Silva e Luna afirmou que a Petrobras não deve fazer "política pública". O general ressaltou que o dinheiro que entrega ao principal acionista da empresa, o Estado, já é uma contribuição suficiente ao País.

"Isso é uma política pública, não é uma responsabilidade social da Petrobras, é politica pública. O que a Petrobras pode contribuir com isso - e está fazendo - é produzir, distribuir royalties, dividendos, tributos de modo geral para o seu acionista majoritário - que é o Governo Federal - e distribuir dividendos. E com esse valor, sim, o Governo pode fazer política pública".