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Presidente da Funai se retira de evento da ONU em Madri após denúncia de indigenista

"Esse homem é um miliciano. Esse homem não representa a Fundação Nacional do Índio (Funai). É um assassino". Foi sob essa acusação que o presidente da Funai, Marcelo Xavier, foi denunciado durante um evento do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas (Filac) realizado hoje (21) pela Organização das Nações Unidas (ONU), em Madri.

O autor das denúncias é o indigensta Ricardo Rao, auto-exilado na Noruega desde 2019 por, segundo ele, temer ser assassinado. Ricardo era colega de profissão de Bruno Pereira, indigenista assassinado no dia 5 de junho deste ano junto a Dom Phillips, no Vale do Javari.

As acusações foram proferidas após a fala de um representante colombiano, que denunciava mortes de indígenas por milicianos. Ricardo ainda apontou que Xavier é responsável pela morte de Bruno e Dom e que o Itamaraty tem se comportado como 'babá de miliciano', ao tentar conter os escândalos ambientais que têm acontecido sob a gestão do presidente Jair Bolsonaro. E que conforme apontam ambientalistas do Brasil, muitas vezes contam com a conivência do governo.

"Esse homem não é digno de estar entre vocês", prosseguiu Rao aos gritos, até que Xavier retirou-se do auditório sem nenhuma interferência dos presentes. Após a saída do atual presidente da Funai, Rao se desculpou e agradeceu aos presentes. Ao fundo do auditório foi possível ouvir uma mulher gritando: "Fora Bolsonaro".

Confira o vídeo disponibilizado pelo canal Inteligência Acima da Mídia.

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