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Quanto custava fazer churrasco antes do golpe?

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Imagem do site Recontaai.com.br

Batucar na mesa, bebendo uma cerveja e esperando a picanha ficar no ponto certo, é algo que pode ficar cada vez mais distante para os brasileiros. Com a lata da cerveja mais popular do País beirando os R$ 3 e o quilo da picanha por mais de R$ 55, o churrasco de domingo corre o risco de deixar de ser tradição neste período de crise financeira e de isolamento social.

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Entretanto, ao longo de mais de uma década esse lazer foi acessível à grande parte da classe média brasileira. Inclusive à classe C, que hoje compreende famílias que ganham entre R$ 4.180 e R$ 10.450, de acordo com o economista César Esperandio.

Churrasco sem picanha é… normal

Ainda que não seja disponível mensurar o preço da picanha em todo o Brasil, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acompanha o valor do quilo da carne de primeira na cidade de São Paulo. E, embora os preços não sejam exatamente o da peça preferida do churrasco, eles mostram a tendência de aumento da carne para o consumidor.

Com dados do Dieese, é possível observar a evolução do preço da carne de primeira na cidade de São Paulo.

Aumenta o preço da carne e diminuem os churrascos.

Cerveja para molhar o bico

Nenhum órgão oficial possui uma série histórica sobre o preço da cerveja. Contudo, em uma busca na internet é possível achar tabloides de supemercados que mostram os preços.

Em 2002, um lata de Skol – a cerveja mais consumida no País – custava R$ 0,75. Atualmente, a mesma bebida custa em média R$ 3 no supermercado. Um aumento de 300% em um pouco menos de duas décadas.

ara levar cerveja para o churrasco em 2002 as pessoas gastavam apenas R$ 0,75 por lata de skol.

Outras variáveis

É impossível não se espantar com o aumento dos preços e com as mudanças que ele impõe à vida. Entretanto, é necesário observar que por quase esses vinte anos, muita coisa mudou.

O salário mínimo, por exemplo, aumentou 450% devido à política de valorização real (acima da inflação) – que vigorou desde o governo Lula, em 2003, até Temer em 2017. E, se a cerveja aumentou 300%, a carne teve um aumento de 378,9%.

Nesse sentido, questões como inflação, câmbio, emprego e renda, que variaram ao longo de todo esse período, também devem ser levadas em conta. Porém, é inegável: há uma sensação de que hoje não é mais possível viver como antigamente.