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Posse de nova diretoria da Funcef confirma vitória de movimentos associativos

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Na tarde desta quarta-feira (1), o terceiro maior fundo de pensão do Brasil - com R$ 85 bilhões em ativos e 139 mil participantes -, empossou uma nova diretoria. A Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) - fundo de pensão dos empregados da Caixa - voltou às mãos dos participantes, como declarou Maria Gaia, conselheira deliberativa suplente, eleita e empossada ainda no ano passado.

De acordo com ela, a posse de hoje gera uma grande expectativa: "Com a chegada desses novos dirigentes do movimento A Funcef é dos Participantes há a certeza de que faremos mais pelos empregados, apesar dos enormes desafios". A opinião da conselheira suplente é a mesma do também conselheiro suplente Valter San Martin: "Fomos eleitos em 2021 e essas pessoas que estão assumindo agora, em 2022, fazem parte do mesmo movimento", comemorou San Martin.

Corrigindo injustiças históricas

Sérgio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), afirmou que a posse dos novos diretores e conselheiros corrige uma injustiça sofrida há muito tempo por participantes de movimentos sindicais e associativos: "Nós, durante oito anos sofremos várias injustiças, convivemos com várias mentiras e calúnias. Então, a posse desses dois diretores [Jair Pedro e Rogério Vida], que representam os movimentos sindicais e associativos tem uma relevância muito grande".

No mesmo sentido, Takemoto recordou que a posse dos novos membros é uma renovação importante da entidade: "Para a Fenae [essa posse] significa o resgate da participação dos empregados na gestão da Funcef".

Eleições democáticas reconduzem representantes dos empregados para lidar com antigos desafios

Jair Pedro Ferreira tomou posse do cargo de Diretor de Benefícios da Funcef com um propósito bastante claro: resolver uma série de problemas acumulados durante os últimos anos. Segundo ele, "Há uma série de demandas e pautas que precisam ser corrigidas. Ataques aos fundos, mudanças de planos, equacionamento - que é o equilíbrio de um plano - entre outros". No mesmo sentido, Jair Pedro explica como pretende resolver essas questões: "É preciso ser feito um trabalho conjunto de rentabilidade, cumprimento de metas atuariais e mais. É preciso fazer mais do que isso, porque senão o problema do equacionamento não será resolvido".

Além dos problemas encontrados dentro da Funcef, Jair Pedro Ferreira alerta que há mais em jogo: "Há diversos desafios frente a uma conjuntura política muito preocupante. No nosso caso, a defesa da Caixa é um dos pontos importantes como um todo, porque a Funcef só vai bem se a Caixa for bem".

Ao fim, Jair Pedro concluiu: "Representar pessoas é uma situação de muita honra pra mim. Estar aqui porque alguém acredita que posso fazer a diferença é motivo por si só de muita alegria. Nos resta trabalhar muito".