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PNAD: Norte e Nordeste são as Regiões que mais sofrem com desemprego e informalidade

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PNAD

O desemprego no Brasil registrou queda no segundo trimestre de 2022, atingindo uma taxa de 9,3% de desocupação. No entanto, os brasileiros que vivem nos estados do Nordeste e do Norte sofrem mais ainda com o desemprego e a informalidade. As duas Regiões juntas estão com uma taxa de desocupação de 39,6%, ou seja, 4 em cada 10 pessoas estão sem emprego.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12), as maiores taxas de desocupação no período foram registradas na Bahia (15,5%), Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%).

Taxa de desocupação nos estados das Regiões Norte e Nordeste / Fonte: PNAD Contínua

No recorte por sexo, a taxa de desocupação atinge mais as mulheres (11,6%) do que os homens (7,5%), enquanto que por cor ou raça, os brancos estão menos desempregados (7,3%) que pretos (11,3%) e pardos (10,8%).

número de desalentados no segundo trimestre de 2022 foi de 4,3 milhões de pessoas (3,8%). Maranhão (14,8%) e Alagoas (13,7%) tinham os maiores percentuais. Desalentados são brasileiros que gostariam de trabalhar, mas diante de tanta dificuldade acabaram desistindo de procurar emprego.

Informalidade

Sem muitas opções no mercado de trabalho, boa parte dos brasileiros se vê na difícil missão de trabalhar por conta própria. Cerca de 26,2% da população ocupada do País está trabalhando dessa forma. Os maiores percentuais do segundo trimestre do ano eram do Amapá (35,7%), Rondônia (35,3%) e Amazonas (35,0%).

No entanto, a realidade de grande parte da população é a informalidade que já atinge 40,0% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com estados das Regiões Norte e Nordeste: Pará (61,8%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (57,7%).

O IBGE explica que para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; empregador sem registro no CNPJ; trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhador familiar auxiliar. 

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Rendimento do trabalhador

O rendimento médio real mensal habitual do trabalhador foi estimado em R$ 2.652 pela PNAD Contínua. É uma queda de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2021, quando o rendimento médio era de R$ 2.794.

Na comparação com o 1º trimestre de 2022, todas as Regiões apresentaram estabilidade. Já em relação ao 2º trimestre de 2021, as regiões Nordeste, Sul e Sudeste apresentaram queda do rendimento médio.