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Pibinho de 1,1%: Equipe econômica troca ataques públicos por conta do resultado de 2019

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Imagem do site Recontaai.com.br

Dois integrantes da equipe econômica do Governo Federal trocaram ataques diretos nesta quinta-feira (5). As divergências se dão em torno da avaliação dos resultados divulgados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (4) que o PIB cresceu 1,1%.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou durante o Fórum Conjunto do Conselho Nacional de Secretários de Estado de Administração e Conselho Nacional de Secretários de Estado de Planejamento, em Brasília, que o nível de atividade econômica do País é preocupante.

Mais cedo, Paulo Guedes, ministro da Economia, havia afirmado que não via razões para surpresa ou frustramento, já que era esse o nível de crescimento esperado.

“Nós somos um País que ainda está passando por enormes dificuldades. Se me perguntarem se eu durmo tranquilo, eu não durmo tranquilo. Eu estou muito preocupado, porque a gente está ainda em um País em que o crescimento é muito baixo. Não é normal o País em desenvolvimento – como é o Brasil – crescer 1% ao ano. Isso é normal? Isso não é normal. Um País com tanta carência, com uma desigualdade tão grande, crescer 1% ao ano, claramente causa frustração em vários segmentos da sociedade”, afirmou o secretário.

Momentos depois, Guedes rebateu. “Se Mansueto estava esperando que fosse crescer 3%, deve estar frustrado”. A frase remete à declaração do secretário feita em novembro de 2018, quando afirmou que a economia poderia crescer 3%, caso a reforma da Previdência fosse aprovada após a instituição da Emenda Constitucional do Teto de Gastos, que congelou despesas e investimentos por 20 anos.

Cargo

Mansueto Almeida chegou a ser cotado para substituir Guedes no comando da Economia. O atual ministro, por divergências com Jair Bolsonaro, chegou a colocar o cargo à disposição. Foi convencido a ficar, mas cobrado por melhores resultados em sua área.

Osrumores em Brasília sobre uma possível saída de Guedes seavolumaram após uma reunião do ministro com movimentos da novadireita, pedindo apoio nas ruas para a agenda econômica do governo.

Naocasião, Guedes afirmou que tinha “15 semanas para mudar oBrasil”, prazo cuja menção levantou questionamentos e suposiçõesnos meios políticos.