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PIB: Brasil está 10% mais pobre, diz economista Sérgio Mendonça

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (3) o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, ano da pandemia do coronavírus. Embora a queda divulgada de 4,1% fosse esperada, o resultado foi “melhor” do que previram analistas ao longo do ano passado. Algumas estimativas – incluindo o FMI – apontavam queda próxima de dois dígitos no início da pandemia.

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Sérgio Mendonça – economista e diretor do Reconta Aí – aponta que vários fatores contribuíram para essa menor queda do PIB, como a implantação do auxílio emergencial – programa de transferência de renda para as pessoas e famílias mais vulneráveis, que foram duramente atingidas pelo isolamento social.

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“O auxílio emergencial, além da evidente dimensão humanitária, injetou cerca de 4% do PIB no ano passado. Dinheiro que foi gasto pelas famílias para consumo, pagamento de dívidas e até para acumular uma pequena poupança. Esse programa impediu que a queda do PIB fosse ainda maior”, disse.

Mendonça lembra ainda que ao final de 2020, o mercado de trabalho contava 8,5 milhões de pessoas a menos trabalhando em comparação com o final de 2019, sendo o emprego doméstico duramente atingido (1,5 milhão de ocupações perdidas em 2020).

“O Brasil já vinha ‘andando de lado’ desde a recessão de 2015/2016 (queda de 6,7% em dois anos). A taxa média de crescimento do PIB no triênio 2017/2019 foi de 1,5% ao ano. E agora um tombo de 4,1%! Seis anos depois da recessão iniciada no final de 2014, o País está, em média, 10% mais pobre!“, disse.

Para o economista, o grande desafio para frente fica por conta da vacinação. “Sem vacinação rápida e sem a liderança do Estado para a retomada do crescimento, o risco é não crescermos novamente em 2021, agravando a situação social e econômica do País”, aponta.