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PIB da China cresce mesmo com restrições sanitárias

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Ao contrário da tragédia anunciada para a América Latina, Europa e outros países, o PIB da China segue crescendo apesar das restrições sanitárias.

Quase 5% – mais exatamente 4,9% – foi o crescimento econômico da China no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Os dados confirmam que a China, ao contrário dos outros países do mundo, conseguiu contornar a crise econômica associada à pandemia de covid-19.

No ano de 2020 a China cresceu até agora 0,7%. Pouco para uma economia que cresce vigorosamente desde meados dos anos 1990 e que se tornou a segunda economia do mundo. Porém, muito se comparada aos outros países do globo, que ainda lutam com o coronavírus e suas crises subsidiárias.

O PIB da China segue crescendo em meio às crises da pandemia. Imagem: Google/Banco Mundial

A receita do PIB da China

Para conseguir um “PIB da China” é necessário um Estado forte. Em primeiro lugar para controlar o surto do vírus, e em segundo para garantir investimento público quando o setor privado se retrai.

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Do outro lado do mundo, a economia manteve seus índices de crescimento à base de muito gasto fiscal e cortes tanto nas taxas de crédito, quanto nos impostos. Uma receita já aplicada no Brasil entre 2007 e 2008, quando o mundo enfrentava a crise do subprime.

A mesma receita, chamada anticíclica por agir na contramão do que faz o mercado privado, garantiu sucesso no Brasil e na China.

Não são apenas flores

Mesmo com o bom resultado econômico do terceiro trimestre na China, nem tudo são flores. O país cresceu menos do que era previsto por analistas, 5,2%. Isso causou uma queda na Bolsa de Valores do país Asiático.

Entretanto, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as projeções mostram que o país será a única grande economia a crescer durante a crise mundial. E o crescimento será modesto em comparação a série histórica do crescimento da segunda potência mundial: apenas 1,9%.

Para o resto do mundo, o FMI projeta uma retração econômica da ordem de 4,4%. E, para o Brasil, projeta-se que o tombo será ainda maior: – 5,8%.