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Petroleiros alertam para risco concreto de desabastecimento de combustíveis

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O mercado interno de combustíveis corre risco de desabastecimento. O alerta foi dado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados. O motivo seria a política de Preço de Paridade de Importação (PPI) adotada pela Petrobras, que reduziu a capacidade de produção interna de combustíveis e ampliou a dependência de importações de derivados por terceiros.

A Petrobras até avalia aumentar o volume de importação de combustíveis para evitar um possível desabastecimento. Reportagem de O Globo desta quinta-feira (21) menciona que a estatal deve reajustar em breve os preços "porque dólar e petróleo subiram muito desde os últimos reajustes".

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O temor de desabastecimento já foi apontado por empresas distribuidoras de combustíveis e também por comunicado emitido pela Petrobras na terça-feira (19), informando sobre “demanda adicional atípica de combustíveis” para o mês de novembro, “em volume acima de sua capacidade de produção”.

Uma associação que reúne as distribuidoras também já afirmou que a Petrobras não irá conseguir entregar todos os pedidos para novembro.

Preço de Paridade de Importação

 “Demanda adicional atípica por diesel e por gasolina, em novembro, como alega a Petrobras, soa na verdade como falta de planejamento da empresa. Já era esperada uma alta do consumo com a retomada das atividades decorrente da redução da letalidade da Covid 19 por conta da vacinação”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP.

O dirigente também lamenta: “A Petrobras poderia estar utilizando a capacidade máxima de refino das suas refinarias, aumentando dessa forma a produtividade e, consequentemente, reduzindo os custos unitários de produção desses derivados de petróleo para vender no mercado nacional a um preço mais justo, tendo como base os custos unitários – e mais nacionalizados – de produção de cada derivado, e não ligados ao PPI”, comenta.

Os petroleiros vêm chamando atenção há cinco anos para a política implantada em 2016 pelo então presidente da estatal, Pedro Parente, e seguida por Joaquim Silva e Luna, à frente da atual gestão da companhia.

"Esse é o PPI, refém dos importadores”, critica. “Mas na contramão das necessidades do país, a gestão da Petrobras prioriza a privatização em detrimento da produção”, constata o dirigente.

Com informações da FUP