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Petrobras: política de preços dos combustíveis gera críticas entre parlamentares e especialistas em petróleo

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bomba de combustível

Para Federação Única dos Petroleiros, enquanto política de preço adotada pela Petrobras não mudar, combustíveis continuarão a subir, pressionando inflação e deteriorando poder de compra do trabalhador

Frente às sucessivas altas nos preços dos combustíveis, principalmente da gasolina e do diesel, parlamentares da Câmara dos Deputados e especialistas em petróleo têm criticado a atual política de reajuste da Petrobras. Assinada por Temer, a gestão de preços vinculada ao mercado externo do petróleo passou a valer a partir de julho de 2017.

Desde então, o preço dos combustíveis no Brasil vem subindo, beneficiando acionistas das empresas e prejudicando toda a população - como motoristas de uber, por exemplo. Além disso, o preço dos combustíveis causa impacto em toda a economia, já que o transporte de bens é majoritáriamente rodoviário no Brasil.

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Somente neste ano, o IBGE contabilizou uma alta de 31,1% no preço da gasolina; já o diesel aumentou 28% de janeiro a agosto. Os aumentos foram muito acima da inflação do período, que de acordo com o IPCA foi de 5,7%.

Ao comentar a participação do presidente da Petrobras Joaquim Silva e Luna nesta terça-feira (14), em debate no plenário da Câmara dos Deputados, Deyvid Bacelar, petroleiro, coordenador geral da Federação Única do Petroleiros (FUP) e diretor do Sindicatos dos Petroleiros da Bahia disse que o real aumento da contínua alta dos preços é a dolarização dos preços dos combustíveis.

Segundo ele, a gestão de preços da Petrobras estimula "uma política de incentivo às importações de derivados e GLP, beneficiando produtores internacionais e importadores, como se o Brasil não produzisse internamente praticamente todo o petróleo que consome e não tivesse capacidade de refino".

“Em horas de audiência, Silva e Luna mentiu sobre a composição de custos da equivocada política de preço de paridade de importação (PPI) e seus impactos nocivos sobre a inflação e o custo de vida do trabalhador", disse.

"Mais uma vez, Silva e Luna preferiu culpar o ICMS pela contínua alta dos preços e não disse que o real motivo do governo Bolsonaro para a dolarização dos preços dos combustíveis é estimular uma política de incentivo às importações de derivados e GLP, beneficiando produtores internacionais e importadores, como se o Brasil não produzisse internamente praticamente todo o petróleo que consome e não tivesse capacidade de refino”", criticou o petroleiro, em nota.

Para o deputado federal Bohn Gass (PT/RS), tal política de preços tem causado prejuízos aos brasileiros: “A lógica do preço internacional é um fracasso para o Brasil”. No mesmo sentido, Danilo Forte (PSDB/CE) - ainda que faça parte de um partido que apoiou o projeto de Temer - aponta para a necessidade de ter uma política de preço "capaz de não aviltar a situação das famílias do País”.

Com informações da FUP e Agência Câmara de Notícias.