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Pau que nasce torto: Bolsonaro volta a criticar distanciamento social

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A criação de um comitê que reúne diversas autoridades para coordenar os esforços no combate à Covid-19 era vista como a possibilidade de um ponto de virada na linha implementada pelo governo Jair Bolsonaro. Na primeira reunião do grupo, o presidente voltou a criticar medidas de isolamento social, defendidas pela maioria dos pesquisadores e autoridades sanitárias.

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“O apelo que a gente faz aqui é que políticas de lockdown sejam revistas, isso cabe na ponta da linha aos governadores e prefeitos, porque só assim nós podemos voltar à normalidade”, disse Bolsonaro em pronunciamento nesta quarta-feira (31).

A posição difere da dos presidentes das Casas do Congresso, e da promessa do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que havia prometido diálogo com cientistas.

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“É muito importante a comunicação, que haja um alinhamento da comunicação social do governo, da assessoria de imprensa da Presidência da República, no sentido de haver uma uniformização do discurso, de que é necessário se vacinar, usar máscara, higienizar as mãos, necessário o distanciamento social de modo a prevenirmos o aumento da doença no nosso país”, afirmou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

A fala de Bolsonaro ocorre no dia posterior ao Brasil quebrar mais um recorde de mortes diárias, cujo número chegou próximo a 4 mil.

Segundo o presidente, o País estaria em uma boa posição na vacinação. Os dados apontam, entretanto, um abismo: o Brasil ocupa atualmente o primeiro lugar no número de mortes diárias – chegando a representar uma em cada quatro mortes em todo o mundo – e não se encontra nem entre os dez países que mais vacinarão proporcionalmente.

A questão do distanciamento é vista como um dos elementos que levou à crise entre, de um lado, Bolsonaro e, do outro, o ex-ministro da Defesa e os comandantes das Forças, que foram demitidos.

De acordo com relatos, o presidente teria exigido que os militares se alinhassem publicamente a ele, contestando governadores que têm adotado medidas de distanciamento social e o Supremo Tribunal Federal (STF), que validou as ações adotadas nos estados.