Pular para o conteúdo principal

Passageiros com viagem marcada pela Itapemirim perdem a viagem e a esperança de reembolso

Imagem
Arquivo de Imagem
Itapemirim

Apenas sete meses separam duas decisões da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o grupo Itapemirim. Na primeira, em 20 de maio deste ano, a Anac autorizou o grupo Itapemirim - que está em recuperação judicial desde 2016 - a entrar no setor aéreo nacional como operadora de voos. A segunda, em 17 de dezembro, também deste ano, foi a suspensão do Certificado de Operador Aéreo da empresa.

Porém, durante esse curto período a ITA - braço aéreo do grupo Itapemirim - emitiu muitas passagens aéreas e, muitas delas, para voos que não irá promover. De acordo com o jornal Valor Econômico, pelo menos 40 mil clientes que tinham passagens para 514 voos programados até o último dia de 2021 serão lesados.

Dentre eles, Alexandre Ribeiro, publicitário, cuja viagem de São Paulo a Recife estava marcada para o dia 25 de dezembro. Segundo ele, a ITA sequer enviou um e-mail avisando sobre o cancelamento do seu voo. "Fiquei sabendo pelo meu tio, que me mandou um link com a notícia", contou.

A viagem de Alexandre tinha como finalidade o lazer, após um ano estressante. "Ficaria uma semana fora, para as festas de ano novo", conforme disse. O passageiro abandonado pela cia aérea ainda relatou que ao saber do ocorrido foi tentar comprar passagens por outra companhia aérea, mas, devido a proximidade com a viagem os preços estavam proibitivos. "O triplo do que paguei", explicou.

Mesmo tendo perdido as férias, Alexandre só pretende entrar com medidas judiciais se o reembolso dos valores pagos pelas passagens não for realizado. Segundo ele, o final de ano já está perdido e ele só quer seu dinheiro de volta.

Assim como Alexandre, diversos consumidores lesados usaram as redes sociais para contar o impacto do fechamento da ITA tão perto das festas de final de ano. Porém, os principais questionamentos são em relação a liberação da empresa a vender passagens.