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Parte da CPI quer Mayra Pinheiro fora do Ministério da Saúde

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CPI Covid 4

Investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, a médica Mayra Pinheiro se tornou uma das prioridades de parte dos parlamentares que compõem o colegiado.

A quebra de sigilo telefônico da integrante do Ministério da Saúde, conhecida como "capitã cloroquina", aponta um contato intenso com pessoas suspeitas de integrarem o chamado "gabinete paralelo". O grupo informal é visto como uma articulação que orientou as ações da pasta durante a pandemia, defendendo ideias como isolamento vertical, imunidade de rebanho e o uso de medicamento sem eficácia comprovada.

Para parte dos senadores, a atuação do coletivo, além de irregular, influenciou no descrédito do Governo Federal em relação à vacinação.

O presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), cobrou que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afaste a secretária de Gestão do Trabalho e Educação da pasta. Para o parlamentar, a presença de Pinheiro no governo é insustentável. "Se você pensa com a ciência, não pode manter uma pessoa que é contra a ciência", disse.

Um requerimento do vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), deve ser votado nesta terça-feira (3). O senador pede para que a Comissão, coletivamente, exija no Poder Judiciário o afastamento de Pinheiro.