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Parou Tudo! Bolsa brasileira suspende negócios em novo Circuit Breaker

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Imagem do site Recontaai.com.br

A Bolsa de Valores brasileira acionou no início da tarde desta quarta-feira (18) o Circuit Breaker, mecanismo que suspende os negócios sempre que ocorrem oscilações muito bruscas no pregão.

As operações foram paralisadas após atingirem quedas expressivas. Por volta das 13h20, o Ibovespa caia 10,26%, aos 66.961  pontos.

Quando a queda da Bolsa atinge 10%, ela é paralisada por 30 minutos. Durante o acionamento do Circuit Breaker, não é possível realizar compras ou vendas de ativos na B3.

A Bolsa brasileira  segue o fluxo dos mercados globais e tem mais um dia de nervosismo por conta  da disseminação do coronavírus.

Também no mercado doméstico, o dólar comercial bateu a marca de R$ 5,20 na abertura dos negócios.  Nem mesmo as intervenções do Banco Central (BC) tem conseguido conter o recorde de alta da moeda americana.

Ainda hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar, no final do dia, a nova taxa Selic. O mercado espera por mais um corte de 0,50 ponto percentual, levando a taxa básica de juros da economia para 3,75%.

Circuit Breaker

O Circuit Breaker é um procedimento operacional da B3 – a Bolsa de Valores brasileira – e também de outros mercados internacionais – que interrompe a negociação de ativos (ações) negociados em bolsa.

Ele é acionado somente em momentos atípicos de mercado, ou seja, em momentos de forte queda de preços. Aqui no Brasil, ele é baseado na oscilação do Ibovespa, o principal índice de ações do mercado doméstico.

Para se ter uma ideia, quando a queda da Bolsa atinge 10%, ela é paralisada por 30 minutos. Durante o acionamento do Circuit Breaker, não é possível realizar compras ou vendas de ativos na B3.

O acionamento do Circuit Breaker é feito em 3 estágios e segue as seguintes etapas:

Estágio I – quando a queda da Bolsa atinge 10% em relação ao valor de fechamento do Ibovespa do dia anterior, a negociação é interrompida por 30 minutos.

Estágio II – passado esse intervalo de 30 minutos, as negociações são reabertas na Bolsa. Caso a variação do Ibovespa atinja oscilação negativa de 15% em relação ao valor de fechamento do dia anterior, a negociação volta a ser interrompida,  mas agora por uma hora.

Estágio III – depois dessa pausa nos negócios, a Bolsa é reaberta e, caso a variação do Ibovespa atinja oscilação negativa de 20% em relação ao índice de fechamento do dia anterior, a Bolsa brasileira pode determinar a suspensão da negociação por um período por ela definido. 

No entanto, o acionamento desses estágios não pode ocorrer nos 30 minutos finais da sessão de negociação do dia. Se a interrupção da negociação ocorrer na última hora da sessão de negociação, o horário de encerramento será prorrogado por, no máximo, 30 minutos para reabertura e negociação ininterrupta.

É possível acompanhar os negócios no site da Bolsa de Valores brasileira. Ao acessar a página, no canto superior esquerdo, há a variação do índice. Ao atingir queda de 10%, os negócios são paralisados e o site solta o comunicado na página “Circuit Breaker”.