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Parece vergonha alheia mas é nossa mesmo: Bolsonaro defende tratamento precoce na ONU

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Imagem do site Recontaai.com.br

O presidente Jair Bolsonaro  defendeu o chamado tratamento precoce em seu discurso nesta terça-feira (21), durante a abertura da 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas.

“Apoiamos a vacinação, mas nosso governo tem se colocado contra o passaporte sanitário. Apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce. Não entendemos porque grande parte dos países se colocaram contra o tratamento inicial”, afirmou. Ainda segundo sua visão, ele seria um exemplo do sucesso da medida, dizendo ainda que a "história e a ciência" comprovariam a validade do tratamento precoce.

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Bolsonaro fez um discurso em que buscou combinar parte de sua retórica radicalizada e conservadora com a ideia de que o País está no rumo certo do ponto de vista econômico e ambiental. "Temos um dos melhores desempenhos", defendeu ele, em relação à economia durante a pandemia.

Ele ainda criticou as políticas de isolamento e distanciamento social e as culpou pela inflação dos alimentos. As organizações internacionais de Saúde defendem essas medidas. O ocupante do Planalto iniciou sua fala prometendo apresentar “um Brasil diferente daquilo que é publicado em jornais ou visto em televisões”.

Segundo ele, o País estava “à beira da socialismo”, mas agora segue há dois anos e oito meses “sem qualquer caso concreto de corrupção”, contando com “um presidente que acredita em Deus e valoriza a família”. “Temos a família tradicional como fundamento da civilização humana”, disse ele.

Bolsonaro buscou contestar a imagem dos outros países em relação aos desmandos na área ambiental, dizendo que o Brasil, em sua visão, deveria ser tido como referência: “Que País tem uma política de proteção ambiental como a nossa?”.

O tema é um dos assuntos que indispõem lideranças como Macron e Biden com o brasileiro, que nega a intensificação do desmatamento e a tentativa do governo em interferir em políticas de monitoramento.

O discurso do Brasil é uma tradição que remonta ao ano de 1947, quando as Sessões foram abertas pelo então chanceler Oswaldo Aranha. Desde 1955, o país é o primeiro a falar, mesmo que não exista nenhuma regra formal a respeito disso. Exceções ocorreram em 1983 e 1984.