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Pandemia: Brasileiros perderam 25% da renda em 2020

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Imagem do site Recontaai.com.br

Imagem: Queda na renda durante a pandemia – Aaron Favila/Agência Pública

A pandemia impactou financeiramente a vida de milhões de brasileiros. Tanto que o rendimento dos trabalhadores ocupados teve queda de até 25%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Os dados organizados pela consultoria IDados mostram que a queda nos rendimentos considera tanto os ocupados formais quanto os informais. Até o mês de maio, a queda na renda era de 18% na média de todas as escolaridades.

Já em junho e julho, após a flexibilização do distanciamento social, os números começaram a melhorar. Passou de 17% para 13%, respectivamente.

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No entanto, no primeiro semestre de 2020 os trabalhadores que não chegaram a completar o ensino médio foram os que mais sofreram. Além disso, a diferença da perda de remuneração dos brasileiros que não completaram o ensino fundamental em relação aos que fizeram faculdade manteve-se elevada.: o equivalente a 8%.

De acordo com o levantamento, entre maio e julho deste ano, os trabalhadores sem instrução alguma ou com até o ensino fundamental incompleto chegaram a perder R$ 431 por mês. Isso equivale a 40% de um salário mínimo, que é R$ 1.045.

Qualidade do emprego no Brasil

Estudiosos analisam a qualidade dos empregos dos brasileiros em todas as capitais do País. Chamado de Índice de Qualidade de Emprego, ele visa resumir os diferentes atributos de cada ocupação em apenas um único número.

A partir deste índice, é possível estimar que 45,5% dos trabalhadores brasileiros se encontram em empregos de baixa qualidade. Mas, para chegar a esse número, estudiosos analisaram salário, estabilidade, rede de proteção e condições de trabalho.

De acordo com o índice, o estado brasileiro em que a situação é pior é o estado do Ceará, com 52,0% dos trabalhadores em empregos de baixa qualidade.

Já a unidade da federação com a melhor situação é o Distrito Federal, onde 36,1% dos trabalhadores estão empregos de baixa qualidade.