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ONU Mulheres: Valorização do trabalho de cuidado pode ser resposta às crises econômicas

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De acordo com Cepal e ONU Mulheres, a valorização financeira do trabalho de cuidado pode ser saída para as crises econômicas na América Latina

Especialistas acreditam que a crise econômica causada pela pandemia de coronavírus é a precursora das crises que serão causadas pelas mudanças climáticas. Essa projeção é aceita por diversos organismos interncaionais, dentre eles a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL)

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De acordo com os organismos internacionais, para lidar com essas crises será necessário mudar uma série de estruturas dadas como naturais no mundo atual. Uma delas é a não valorização do trabalho de cuidado com o chamado trabalho reprodutivo, que não é remunerado.

O trabalho reprodutivo é, na maior parte das vezes, exercido por mulheres. E como não é pago, coloca as trabalhadoras em situação de dependência financeira dos seus maridos e da família, principalmente na América Latina.

Segundo a ONU, um dos resultados desse fato é que calcula-se hoje que cerca de 118 milhões de mulheres latino-americanas estão em situação de pobreza, 23 milhões a mais do que em 2019.

Cuidado com crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais

A necessidade de remuneração desse tipo de trabalho está dada tanto no âmbito das trabalhadoras, quanto no desenvolvimento das nações. Isso porque, de acordo com especialistas do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável, o pagamento pelas atividades reprodutivas pode ter um efeito econômico multiplicador.

E isso pode impusionar a recuperação econômica, principalmente dos países da América Latina, cuja retração do PIB foi de 5,3% com a crise do Covid-19.

Aquecimento global e as projeções para futuras crises

Os cenários projetados por especialistas preveem crises ainda mais severas do que as atuais. De acordo com os dados do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre o Desenvolvimento Sustentável, essas perdas podem atingir até 20% do PIB de países, principalmente dos emergentes.

No mesmo sentido, projetam que haverá perdas irreparáveis “que vão desde a perda de vidas humanas até a perda da produção agrícola e animal e a destruição da infraestrutura industrial, urbana e habitacional”.