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"O governo é insensível ao chamado da população mais pobre", diz Takemoto

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Imagem do site Recontaai.com.br

Em entrevista à Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, falou sobre a necessidade da Caixa atender a população mais pobre.

População mais pobre ainda depende do rádio de pilha para se informar. Imagem: Conheça Minas

Por volta de cem milhões de brasileiros têm uma conta na Caixa Econômica Federal. Isso é quase metade da população do Brasil, que hoje conta com mais de 211 milhões de habitantes, segundo o IBGE.

Porém, é para a parcela mais pobre da população que a Caixa é mais importante. Isso foi constatado por mais gente durante a pandemia de coronavírus, quando mais de 65 milhões de pessoas se dirigiram ao Banco Público para ter direito ao auxílio emergencial de R$ 600.

Por isso, o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Sérgio Takemoto, explicou à população – que mais precisa do banco – o seu verdadeiro papel.

Falando para ouvintes dos sertões do Nordeste brasileiro por meio de rádios comunitárias, Takemoto explicou a relação da Caixa com a população e com o governo, além de contar sobre os projetos da Fenae.

Sobre o governo, Takemoto foi enfático: “Esse governo está se lixando para a vida dos brasileiros”. Em outras palavras, falou sobre os cortes que o governo vem promovendo em programas sociais voltados às pessoas de baixa renda, como a diminuição do Minha Casa Minha Vida na faixa 1, dedicado às famílias que ganham até R$ 1.800,00.

Quem é pobre já vivia uma situação difícil antes da pandemia

Takemoto não deixou de falar que a pandemia não é a única culpada pelas crises que o Brasil passa: “Já estávamos numa situação muito difícil antes da pandemia”, afirmou Takemoto em relação ao alto índice de desemprego e informalidade antes da deflagração da pandemia.

De acordo com o presidente da Fenae, se a situação já era difícil antes, será ainda pior depois da covid-19. Principalmente para as populações mais vulneráveis, como os indígenas, que foram abandonados à própria sorte frente ao vírus.

Assim, enquanto a Fenae se mobiliza na ajuda ao povo Xavante, luta para que a Caixa siga pública e para que continue atendendo a todos os brasileiros. “As estatais são fundamentais para a retomada do crescimento”, afirmou Takemoto.

No mesmo sentido, os bancários pedem que o auxílio emergencial seja mantido pelo menos até dezembro, bem como haja uma discussão de uma renda básica que garanta dignidade ao povo e crescimento econômico. Sérgio Takemoto terminou a entrevista dizendo: “A Caixa é fundamental no acesso da população a um futuro melhor”.