Pular para o conteúdo principal

"Governo atual não tem projeto para o País", afirma Jaques Wagner

Imagem
Arquivo de Imagem
Imagem do site Recontaai.com.br

Em lançamento de campanha contra a privatização do Banco do Brasil, Jaques Wagner e Luiz Gonzaga Belluzzo debateram a importância da instutição no projeto de desenvolvimento do País.

O evento online apresentado por João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região teve como missão desvendar não só aos bancários, mas a toda a população a importância do Banco do Brasil.

Para isso, a Contraf-CUT junto a sindicatos e federações de bancários convidaram nomes de peso para o debate. Na pauta, os 212 anos do Banco do Brasil, suas contribuições ao desenvolvimento do País e sua possível privatização.

De acordo com Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a história do BB se confunde com a do Brasil.

Nesse sentido, Belluzo afirma que nos anos trinta, a instituição atuou praticamente como uma mistura de Banco Central do Brasil com banco comercial. E ainda confirmou que durante toda a sua carreira, ouviu depoimentos como o de Delfim Neto, que afirmou ao professor que não faria o “Milagre Econômico Brasileiro” sem a instituição.

Assim como Belluzzo, o senador e ex-governador Jaques Wagner (PT/BA) reafirmou a importância do Banco Público: “O BB está para a sua área de atuação, como a Petrobras está para o petróleo”. E ainda complementou: “Assim é que se fazem as nações, se orgulhando das coisas que são capazes de produzir”.

Contudo, o senador apontou suas preocupações para o futuro do Banco Público. Segundo ele, o atual governo está “detonando” seu parque industrial e a ânsia pela privatização do Banco do Brasil tem tudo a ver com isso.

“Precisamos nos movimentar para que não prospere o fanatismo econômico” (Jaques Wagner)

Para Belluzzo, o sistema bancário depende de uma liderança. Assim, explica que os bancos mais importantes saem na frente na oferta ou retração de crédito. “E isso é função de um Banco Público”. Dessa forma, se “irriga” o sistema bancário e se pode atuar de maneira contra-cíclica, como feito na crise de 2007/2008. Essa dinâmica ocorre na maior parte do mundo.

Juntamente com isso, o professor fornece um panorama maior sobre as políticas econômicas de desenvolvimento do País. Segundo ele, é errado dizer apenas que o Tesouro emprestou dinheiro ao Bancos Públicos para que operassem empréstimos. É preciso dizer também que os empréstimos geraram impostos para a Receita Federal. E foi dessa forma que o Brasil passou pela crise do subprime, sentindo-a como uma “marolinha”. Segundo Belluzzo, foi “uma orquestra financeira”, um projeto de desenvolvimento durante a crise.

O projeto do agro e de indústria

Nem só para a industrialização o Banco do Brasil foi imprescindível, mas para o atual momento da agricultura também. Belluzzo afirma que o agronegócio brasileiro é produto do Banco do Brasil e da Embrapa. Assim, reforça o papel indutor do Banco do Brasil nas principais matrizes de rendimento econômico do País.

“Em todas as experiências de desenvolvimento, o Estado teve um poder desbravador”, afirmou Belluzo, concordando com Wagner. O senador, por sua vez, apontou que o BB é uma ferramenta importante para o governo manejar e impusionar a economia, sobretudo em momento de crise, como hoje.