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"O Brasil só vai crescer se o Estado quiser que ele cresça", afirma Lula

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A política privatista do governo Bolsonaro foi rechaçada pelo ex-presidente Lula durante coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (19). Lula reafirmou que defende um Estado forte, que seja capaz e que tenha força para induzir o desenvolvimento do País.

"O País só vai crescer se o Estado quiser que ele cresça. Não é que o Estado pode tudo. O Estado pode ser o indutor. O Estado pode convencer empresários, o Estado pode ter linha de crédito de longo prazo pra fazer obra de infraestrutura", explicou Lula.

Questionado se considera possível recolocar o Brasil na trilha do desenvolvimento sem recuperar as empresas estatais, o ex-presidente destacou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem que voltar a funcionar para o desenvolvimento do País, assim como o Banco do Brasil e a Caixa.

Lula reforçou que defende um Estado que tenha força para ser indutor de políticas públicas na área social e na área do desenvolvimento. "Eu sei como foi bom pra esse País a criação do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Em 2008 a gente tinha as três maiores hidrelétricas do mundo sendo construídas ao mesmo tempo aqui no Brasil", lembrou.

Na época, também foram construídos os estádios para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, estradas, linhas de transmissão de energia elétrica entre outras obras. "Tudo isso estava planejado desde fevereiro de 2007. Esse País não tem planejamento. Ninguém sabe de uma obra do governo Bolsonaro, porque não tem", disse Lula.

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O ex-presidente alertou que as pessoas sérias que estão preocupadas com a construção do "novo mundo" e que querem comprar empresas públicas brasileiras privatizadas precisam ficar atentas. "Leve em conta que a gente vai mudar de governo e que a gente vai rediscutir esse assunto", disse.

Para alcançar o Estado forte, defendido por Lula, é necessário desenvolver uma série de medidas que vão beneficiar a população que mais necessita e alavancar o crescimento do Brasil. De acordo com ele, o Estado precisa ter forças de cobrar impostos daqueles que ganham mais para fazer investimento em desenvolvimento industrial.

"Todo mundo sabe que quando teve a crise mais aguda eu era favorável em expandir a base monetária para que a gente pudesse ter um projeto de desenvolvimento desse País. O que a gente não pode é continuar mais um século dizendo que a gente não pode crescer, que a gente não pode se desenvolver porque o País não cresce", destacou.

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Sobre a Petrobras, Lula disse que ela não deve ser tratada como uma empresa de petróleo. De acordo com ele, é uma empresa que foi durante muito tempo a gestora e indutora do desenvolvimento do Brasil. "Ela gerava oportunidade para milhares de pequenas empresas", lembrou.

"Tudo isso nós vamos repensar. E vamos repensar discutindo com a sociedade. Vamos ter que rediscutir o Brasil. Vamos desmistificar esse discurso fácil de que o Estado é corrupto e a iniciativa privada é honesta", finalizou o ex-presidente.