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O agro plantou mais, mas colherá menos em 2021

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Imagem: Foto – Antonio Costa/Fotos Públicas

Estimativas do Instituto Brasileiro de Geogragia e Estatística (IBGE) divulgadas hoje (9) mostram que apesar do aumento da área de plantio, a colheita de cereais, leguminosas e oleaginosas será menor dos que a do ano passado. O volume projetado pelo órgão é de 251,7 milhões de toneladas; 2,4 milhões de toneladas a menos do que no ano passado. O recuo corresponde a 1%.

Isso ocorrerá mesmo com uma área plantada 4,3% maior em 2021 em relação ao ano passado. Em 2021, 68,3 milhões de hectares de terra foram plantados, ou seja, 2,8 milhões de hectares a mais do que no ano passado.

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As lavouras que alimentam os brasileiros

Apesar do arroz, soja e milho serem os três produtos mais plantados - cuja soma representa 92,4% da estimativa de produção, os mesmos não são os principais ítens consumidos no Brasil. Na mesa dos brasileiros, os produtos cujo impacto é maior são:

Milho - Segundo o IBGE, espera-se uma queda de 15,5% na produção de milho. Isso causa prejuízos principalmente aos pecuaristas, que dependem do insumo para a sua produção. Dessa forma, a baixa produção do grão é sentida pela população no preço das carnes, principalmente frango e porco.

Feijão - Estima-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas de feijão. A área plantada de feijão diminuiu 0,5% em relação a 2020 e a produção deve ser reduzida em 7,4%.

Arroz - Houve uma diminuição de 0,2% na área plantada de arroz. Contudo, espera-se uma produção de 11,5 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 4,3% em relação ao ano passado.

Café - O IBGE prevê uma safra de café, considerando as duas variedades, arábica e canephora, de 2,9 milhões de toneladas. Um decréscimo de 21,2% em relação ao ano anterior.

Trigo - A produção de trigo brasileira deve chegar a 8,2 milhões de toneladas, um crescimento de 31,8% em relação a 2020. Houve uma expansão da área plantada da ordem de 13,1%, segundo o IBGE, em decorrência do aumento do preço do produto.