Pular para o conteúdo principal

Número de famílias endividadas bate novo recorde em julho

Imagem
Arquivo de Imagem
fundos de pensão, juros

O número de famílias endividadas bateu um novo recorde em julho de 2021, com 71,4% relatando estar nesta situação. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A série histórica do levantamento foi iniciada em 2010. As modalidades de endividamento incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de automóvel e imobiliária.

Quando se leva em conta dívidas em atraso, o percentual é de 25,6%, terceiro mês de aumento, representando 0,5% a mair do que em junho e 0,7% a menos do que em julho de 2020. As famílias que declaram não conseguir resolver suas dívidas passaram de 10,8% para 10,9%.

Nas famílias que recebem até 10 salários mínimos, o percentual é maior que a média: 72,6%. O patamar anterior era de 70,7%.

Uma das razões para a alta do endividamento apontadas pela pesquisa é a inflação, que tem corroído o poder de compra das famílias.

“A renda dos consumidores também está afetada pelas fragilidades dos mercados de trabalho formal e informal, com o auxílio emergencial de menor valor pago este ano. Tais fatores têm também provocado o maior uso do crédito no cartão”, complementa o relatório do levantamento.