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Número de assalariados diminui em 2020 e mulheres são mais prejudicadas

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economia

O número de assalariados caiu em 2020 em relação ao ano anterior. Entre as mulheres, a diminuição foi ainda maior. Os dados são do Cadastro Central de Empresas, divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).

Em 2020, o número de pessoas ocupadas ficou no patamar de 45,4 milhões - diminuição de 1,8% em relação ao ano anterior. Em número absolutos, foram 825,3 mil vagas assalariadas a menos.

A massa salarial ficou em R$ 1,8 trilhão, recuo de 6,0% frente a 2019. Trata-se da maior queda na série histórica da pesquisa. O salário médio pago pelas empresas do país caiu 3,0% frente a 2019, diminuindo a patamar de R$ 3.043,81, - equivalente a 2,9 salários mínimos.

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A queda de 1,8% oculta disparidades de gênero. O número de homens assalariados caiu 0,9%. Já a queda entre mulheres foi de 2,9% no mesmo período.

O percentual de mulheres entre quem recebe salário caiu pela primeira vez desde 2009: de 44,8% para 44,3%, entre 2019 em 2020. É o menor percentual desde 2016.

Ao mesmo tempo, o número de empresas ativas cresceu 3,7%. A aparente desconexão - queda no número de assalariados acompanhada de aumento no número de companhias - é explicada pelo crescimento de empresas sem funcionários, que cresceram 8,6%; 227,3 mil a mais em número absolutos. O número de empresas com funcionários, diminuiu em todos segmentos por número de pessoal.