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Novo ministro da Educação: O que pensam os professores do ensino básico?

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Victor Godoy foi oficializado ontem (18) como o novo ministro da Educação do Brasil. A nomeação ocorreu após um escândalo de corrupção envolvendo o ex-ministro, Milton Ribeiro, pastores evangélicos, prefeitos e barras de ouro.

Especialistas e professores universitários não acreditam que a indicação de Godoy mudará a forma como é conduzido o MEC. Ainda ontem, o professor da Faculdade de Educação da USP, Daniel Cara, afirmou ao Reconta Aí: "Embora ele seja auditor e um servidor de carreira da União, na prática ele é a continuidade de Milton Ribeiro". Uma frase bastante parecida com a de Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que também falou com o Reconta Aí na manhã de ontem: "Victor Godoy Veiga é ligado ao antigo Ministro, pastor Milton Ribeiro. Não esperamos nenhuma mudança expressiva, mas a continuidade das ações de Ribeiro".

O que pensam os professores do Ensino Básico?

A pedagoga Laura Cymbalista, professora da rede municipal de São Paulo e atualmente na coordenação pedagógica na Educação de Jovens e Adultos, lamenta: "O anúncio do mais novo ministro interino no MEC, Victor Godoy, é mais um triste e revoltante capítulo de destruição da educação pública no Brasil".

Concordando com os especialistas anteriores, a professora afirmou: "A cada nova indicação temos uma linha de continuidade deste projeto, pois nenhuma dessas representou alguma mudança de rota na política educacional, mas apenas a tentativa de estancar desgaste na opinião pública".

Laura Cymbalista ainda elenca uma série de fatores que atribiu ao governo Bolsonaro na área da Educação: "Corrupção, favorecimento, retirada de investimentos, desmantelamento de políticas existentes, privatização e uma verdadeira cruzada contra a escola pública, a ciência e as educadoras de todos os níveis e modalidades de ensino são as prioridades deste governo".

Assim, Laura acredita que não há nenhum motivo de comemoração na nomeação de Victor Godoy ao cargo de ministro da Educação: "Num contexto marcado pela exclusão e desmonte estrutural da educação pública, não há nada a comemorar tampouco alguma expectativa". E completa: "A EJA segue com o menor investimento da história e com a destruição das poucas políticas voltadas para educação de jovens e adultos. Seguimos na resistência e luta para derrubar e derrotar Bolsonaro e seu projeto", concluiu a professora.

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