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Nova ordem econômica mundial rascunhada pela China

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Imagem do site Recontaai.com.br

Breton Woods acabou e uma nova ordem surgiu. Mesmo assim, o dólar segue como moeda referência em todas as transações comerciais. Ou melhor, seguia. A China permitiu que o yuan se desvalorizasse frente à moeda americana como forma de retaliar o aumento de tarifas aos produtos chineses nos EUA.

A nova ordem econômica causa espanto, mas também esperança. Apocalipse ou só a inevitável mudança?

Em um mundo com a economia financeirizada, a Guerra Comercial entre China e EUA pode desestabilizar os mercados mundiais com a multipolarização de moedas de referência e gerar um ‘caos’ na economia.

5G: causa ou efeito de um novo mundo?

A Guerra Comercial entre Estados Unidos e China Começou antes do surgimento da tecnologia 5G. O crescimento econômico e social da China possibilitou a criação de um extenso parque industrial, que atualmente dá conta de produzir desde um elástico de cabelo até o mais sofisticado componente do mais tecnológico celular.

Isso tem um preço, e ele é menor do que o que se paga nos EUA. Ao longo do tempo, a migração de vagas de emprego industriais dos países desenvolvidos para a China tornou-se intensa. A abundância de mão-de-obra, a centralização política e a estabilidade foram os chamarizes que as multinacionais do mundo inteiro precisavam para se instalar no país.

Num ciclo virtuoso, a China foi a economia que mais cresceu nos últimos 25 anos. Cresceu e educou-se. Educou-se e desenvolveu-se. Hoje, a China detém a capacidade de criar e produzir o que há de mais avançado, o 5G, tecnologia que vai revolucionar a comunicação.

O 5G não é apenas uma rede que trará mais rapidez aos downloads. Ela será vital para um tempo em que quase todas as ‘coisas’ estarão permanentemente conectadas à internet. Serão carros, drones, sensores das casas, lâmpadas, celulares, cafeteiras, geladeiras, entre outras centenas de milhares de outras ‘coisas’ de cada pessoa, empresa ou governo.

Guerra cambial, um capítulo de uma nova ordem

Segundo o governo chinês, a desvalorização do yuan é apenas um resultado do aumento de tarifas dos norte-americanos – o maior mercado consumidor – aos produtos chineses e não uma política cambial deliberada.

Porém, em um país com a economia fortemente centralizada, como é o caso da China, é possível acreditar que a desvalorização da moeda em relação ao dólar deveu-se à possibilidade de fortalecer as exportações para outros países.

A taxação de 10% aos produtos chineses que os EUA imporiam alcançaria a ordem de 300 bilhões de dólares. E o governo chinês já havia mencionado retaliação.

Com o aumento ainda maior da competitiividade dos produtos Chineses e a exportação pulverizada, o dólar perderia relevância no mercado mundial. Isso deslocaria o centro de poder econômico do mundo, podendo afetar inclusive financeiramente os EUA.

Em uma sociedade de consumo, cuja compra e venda excede em importância quaquer outros valores, a diminuição do poder do dólar poderia fazer com que os valores que os EUA impuserm ao mundo agora fossem capitaneados pela China.

Resta saber o que o Brasil, cuja posição é a periferia do capitalismo, perde ou ganha na possível nova configuração econômica mundial.