Reconta Aí Atualiza Aí No momento em que o Brasil mais precisa da Caixa, governo corre para privatizar seus ativos

No momento em que o Brasil mais precisa da Caixa, governo corre para privatizar seus ativos

Manter o Banco Público, sustentável, íntegro e focado no desenvolvimento do País é imprescindível para conseguir atravessar a crise

Por 3,7 bilhões, a Caixa formalizou em acordo com o BTG Pactual, a venda de todas as suas ações do Banco PAN. O acordo prevê a transferência de mais de 323 milhões de ações ordinárias, ao preço de R $ 11,42 cada. O negócio marca a saída da Caixa do banco PAN, tornando-se o BTG o único controlador. O anúncio foi feito em fato relevante divulgado pela Caixa e pelo BTG.

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Alvo dos desejos do “mercado”, a tentativa de privatização da Caixa não é de agora. Rita Serrano, representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração, lembra que já aconteceu na década de 1990 com FHC, que não conseguiu. Depois em 2015, com a derrota no Congresso da redação original do PLS 555 (Estatuto das Estatais), que previa tornar o banco S/A e abrir seu capital. E em 2017 no governo Temer, quando a maioria dos membros do conselho de administração defendeu, na mudança estatutária, que a Caixa se tornasse S/A.

“Mas a sanha privatista voltou com força no governo atual, que sempre afirmou não ter interesse em privatizar a Caixa, o BB e a Petrobras. Para conseguir enfrentar a opinião pública, as entidades, movimentos e trabalhadores, que são contra a privatização, o governo optou por vender por partes, se desfazendo dos principais ativos e subsidiárias dessas estatais, operações atrativas para o capital privado. Dessa forma, vai desmantelando completamente o rico patrimônio público, construído por mais de um século”, critica.

No caso da Caixa, Rita Serrano diz que os últimos balanços já mostram esse movimento. Segundo ela, em 2019, do lucro de R$ 21,1 bi, R$ 15,5 bi foram resultados de venda de ativos como ações do banco Pan, Petrobras, BB, IRB e novos acordos comerciais com empresas privadas na área de seguros.

Em 2020, dos R$ 13,1 bi, R$ 5,9 bi foi resultado de equivalência patrimonial da Caixa Seguridade, consequência das novas parcerias com empresas privadas.

“Agora o banco acaba de vender toda sua participação do Banco Pan para o BTG Pactual, e tentará pela terceira vez, realizar o IPO da Caixa Seguridade – a primeira foi em 2015. Existem também projetos idênticos para as operações de cartões, fundos de investimentos, loterias e a criação de outra instituição financeira, chamada de Banco digital”, ressalta.

Em recente artigo, Rita Serrano repercute a venda do Banco Pan para o BTG e critica a forma como o governo age em relação às estatais.

Confira aqui.

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