Pular para o conteúdo principal

“Não dá para aceitarmos naturalmente um país onde 33 milhões de pessoas não têm o que comer", afirma Takemoto

Imagem
Arquivo de Imagem
Sergio Takemoto

O aumento da miséria e da fome foi o tema escolhido pelo presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, para falar aos bancários na abertura solene conjunta do 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa; 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil; 28º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste; 13º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco da Amazônia e do 2º Congresso Nacional dos Funcionários do BNDES.

"Não dá para aceitarmos naturalmente um país onde 33 milhões de pessoas não tenham o que comer. É por isso que esse é o ano das nossas vidas", disse Takemoto. "Temos o maior desafio das nossas vidas, fazer esse País retomar o caminho da democracia", ressaltou.

Sergio Takemoto também falou sobre passado e futuro tanto dos bancos públicos, quanto no Brasil: "Já passamos por uma experiência sobre o Brasil que a gente quer. Nos governos democráticos de Lula e Dilma caminhamos muito nessa direção. Tínhamos o pleno emprego, a Caixa e os bancos públicos viviam aquilo que a gente espera para os bancos públicos".

É preciso lutar pelos bancários e pelo Brasil

Foto: Marcel Scaranello - Contraf-CUT

"Temos um grande desafio que é essa campanha salarial, mas principalmente, como foi dito aqui, temos um desafio em outubro, que é resgatar a democracia", afirmou. Para o presidente da Fenae não é possível fazer isso reelegendo Bolsonaro ou outro candidato com um programa de governo liberal. "É preciso reeleger um presidente comprometido com as nossas pautas", alertou Takemoto.

Ao falar no mesmo evento, Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, concordou com o presidente da Fenae: “O Brasil que queremos passa pelos bancos públicos, tão importantes para o País e que o (atual) governo só pensa em privatizar, mas que nossa organização conseguiu impedir. A Caixa, o Banco do Brasil e todos os bancos públicos são fundamentais para o crédito, para a agricultura e a casa própria”, destacou.