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Mudanças climáticas: Novo relatório do IPCC aponta situação grave, com maior aumento de emissões de gases de efeito estufa

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Mudanças climáticas

Os dados divulgados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), projetam uma situação ainda mais grave do que a relatada na última divulgação em agosto de 2021. As informações divulgadas nesta segunda-feira (4) são provenientes da análise de mais de 8 mil publicações científicas feitas por 268 pesquisadores de todo o mundo - incluindo o Brasil - e trazem péssimas notícias em relação ao esforço de diminuição das emissões de gases do efeito estufa.

Segundo uma análise elaborada por Claudio Angelo,  Coordenador de Comunicação do Observatório do Clima, o relatório traz 21 recados fundamentais para que a humanidade consiga reverter o cenário aterrorizante informado pelos cientistas: um aquecimento de 3,2ºC da temperatura no planeta Terra.

As consequências de um aumento de 3,2ºC para o mundo

Apesar de parecer pouco, esse aumento de 3,2ºC representa impactos severos para todo o mundo. São projetados pelos cientistas, por exemplo, o aumento do nível dos mares, uma perda intensa de biodiversidade, o aumento da ocorrência e da severidade de fenômenos climáticos (como tempestades, secas, ondas de calor extremo), diminuição da disponibilidade de água potável, diminuição da produção de alimentos, aumento na difusão de pragas agrícolas e de doenças para seres humanos.

O que fazer para conter as mudanças climáticas

De acordo com os destaques apontados por Claudio Angelo, "Para que a humanidade tenha uma chance de pelo menos 50% de estabilizar o aquecimento global em 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais, como determina o Acordo de Paris, as emissões globais de gases de efeito estufa precisam atingir seu pico entre 2020 e 2025 e cair 43% até 2030. Só que desde 2010 elas cresceram 12%".

Dessa forma, o relatório aponta que as medidas de mitigação de emissões são urgentes e devem ocorrer ao mesmo tempo, apesar de englobar diversos sistemas, como por exemplo, a produção de energia, a construção civil, a mobilidade urbana e a agropecuária.

Segundo Claudio Angelo, para que a temperatura global aumente até 1,5ºC, "O uso de carvão mineral precisa cair 95%, o de petróleo 60% e o de gás natural 45% até 2050", assim, será necessário um esforço de todo o setor produtivo.

Confira os 21 pontos elencados pelo Observatório do Clima clicando aqui.