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MST doou 1 milhão de marmitas e 5 mil toneladas de alimentos na pandemia

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MST

Imagem: Igor de Nadai / Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST)

"Eu tenho quatro filhos e já tiveram momentos que eu não tinha nada em casa para comer. A doação dos alimentos me ajuda muito, porque ultimamente as coisas estão muito difíceis. É uma quantidade boa que dá para pelo menos 15 dias", conta Lidiany Sena Rocha, 31 anos, moradora de Recife (PE).

Lidy, como gosta de ser chamada, está desempregada há três anos. Nesse período, ela sempre fez bicos como faxineira e também vendia água e pipoca nos semáforos da capital pernambucana. Mas com a pandemia, as oportunidades para faxina acabaram e ela se viu desamparada.

Assim como ela, inúmeras famílias das periferias urbanas e rurais de todo o Brasil viram nas doações do Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST) um sopro de esperança nessa pandemia.

Imagem: Acervo do Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST)

Desde 2020, com as campanhas de solidariedade do campo popular, o MST já doou mais de cinco mil toneladas de comida para os moradores das periferias. Esse montante equivale a um mil caminhões cheios de alimentos.

Lidy conta que começou a receber ajuda do MST antes mesmo do início da pandemia, mas as doações não eram regulares. "No início eram marmitas e sopas; aí com a pandemia, a nossa líder comunitária cadastrou as famílias que mais precisavam de alimentos e foi quando eu comecei a receber com frequência", explica.

Para a moradora da periferia de Recife, a quantidade de alimentos é muito boa e atende muito bem a sua família de seis pessoas. Lidy recebe uma cesta básica, verduras, legumes e frutas uma vez por mês. Mas, de acordo com ela, às vezes acontece da doação chegar duas vezes no mês.

Imagem: Wellington Lenon / Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST)

Contra o avanço do Covid-19 e da fome

Além dos alimentos, o MST também esteve à frente da formação de mais de dois mil Agentes Populares de Saúde, mediante o trabalho de base das campanhas e brigadas solidárias nas periferias. Por meio da campanha nacional “Periferia Viva Contra o Coronavírus”, foram distribuídas cerca de 30 mil máscaras de proteção para a população mais vulnerável.

Em 2020, o Brasil já era apontado como o pior País na gestão da pandemia, segundo levantamento da Lowy Institute. Desde então, tem sido a partir dos movimentos, instituições e entidades populares, que a classe trabalhadora do campo e da cidade vem se organizando comunitariamente e reivindicando o direito à vida, ecoando “Vacina no braço, comida no prato e Fora Bolsonaro”.

A pandemia veio como um soco no estômago daqueles que mais precisam de ajuda. Mas essas pessoas ainda enxergam uma luz no fim do túnel. Sobre o futuro, Lidy sonha com o fim da pandemia o mais breve possível e que todos os brasileiros recebam sua vacina logo.

"Espero que tudo isso passe para tudo voltar ao normal. E também preciso que essa ação do MST continue, porque está ajudando muita gente", finaliza com gratidão voz.

Imagem: Acervo do Movimento dos Trabalhadores(as) Rurais Sem Terra (MST)