Reconta Aí Atualiza Aí Mitos e verdades sobre déficits nos Fundos de Pensão

Mitos e verdades sobre déficits nos Fundos de Pensão

mitos e verdades sobre déficits nos fundos de pensão

Com o tema “Mitos e verdades sobre déficits nos fundos de pensão”, a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e de Beneficiários de Planos de Saúde de Autogestão (Anapar) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) iniciaram, nesta sexta-feira (29), o primeiro evento do Ciclo de Debates 2021. O bate-papo foi coordenado pelo vice-presidente da Fenae, Marcos Saraiva.

Siga a página do Reconta Aí no Instagram.
Siga a página do Reconta Aí no Facebook.
Adicione o WhatsApp do Reconta Aí para receber nossas informações.
Siga a página do Reconta Aí no Linkedin

O economista e ex-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), José Roberto Ferreira, começou o debate falando sobre diferenças entre déficit e rombo.

De acordo com ele, os dois decorrem do mesmo fato que são os desvios. “Os desvios que geram déficits se dão no âmbito previdenciário; por outro lado, os que se referem a rombo estão fora da esfera previdenciária”, disse.

Os déficits se sujeitam às chamadas avaliações atuariais. Se o resultado observado superar a projeção, então há superávit; no sentido oposto, haverá déficit. Nessas avaliações, Ferreira disse que as mais importantes levam em conta taxa de juros e expectativa de vida. Nesse sentido, se a longevidade dos assistidos for superior à observada na avaliaçao atuarial ou a taxa de juros menor, ocorre o desiquilibrio ou déficit.

“Não há nenhuma anormalidade em reconhecer um déficit ou superávit porque ambos são decorrentes do plano que se sujeita a esses cálculos probabilísticos”, disse.

Riscos

É comum que alguns ativos que compõem investimentos das entidades apresentam resultados positivos, mas eventuais riscos também são normais. No entanto, na avaliação de José Roberto Ferreira, a opção tem sido pelo caminho mais curto, “confundindo déficit como rombos”, fazendo desmoralização do sistema previdenciário.

Para o vice-presidente da Anapar e representante dos participantes e assistidos no Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), Marcel Barros, quando alguém começa disseminar que tem rombo, supõe algo irregular.

No entanto, é importante conhecer alguns fundamentos. “O recurso que a gente deixa no fundo de previdência é um investimento de longo prazo. O dinheiro não sumiu. O investimento que perdeu valor. Dizer que é rombo quando um fundo de pensão precisou ajustar o seu passivo, é desconhecer o sistema”, alerta Barros.

Leia também:
“Única política do governo é privatização”, denuncia Fenae no Fórum Social Mundial
Metade dos bancários em home office não recebeu computadores para trabalhar

Os fundos de pensão precisam divulgar as informações para que os participantes possam analisar o que está sendo feito com o dinheiro. Cláudia Ricaldoni, membro do Conselho Deliberativo da Forluz e coordenadora regional da Anapar, conta que existe uma legislação que obriga a divulgação de determinadas informações.

“As informações que a gente precisa não estão todas disponíveis, mas com as que estão já conseguimos ter um acompanhamento muito bom e fazer as perguntas certas para descobrir de onde vem os déficits”, finaliza Ricaldoni.

O ciclo de debates vai trazer para o debate outros mitos e verdades que precisam ser esclarecidos.

Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial