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Ministério da Educação: Novas denúncias surgem e pressão por CPI cresce

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Mesmo com a saída do pastor Milton Ribeiro do comando da pasta, a pressão sobre o Ministério da Educação (MEC) não só continua como tem se intensificado.

Na noite da última quarta-feira (6), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou que faltam apenas duas assinaturas para que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) seja instaurada no Senado. O apoio de 27 senadores - um terço da Casa - é necessário para que uma CPI seja instalada.

A imprensa denunciou um esquema de favorecimento de prefeituras através da intermediação de pastores sem cargos dentro da pasta. Em troca, os religiosos receberiam propina - até mesmo na forma de barras de ouro.

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A mais nova denúncia aponta como emendas de relator - que constituem o que se chama de "orçamento secreto" - também atingiram o MEC. De acordo com reportagem da Agência Pública, recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) eram direcionadas para locais específicos - muitas vezes desrespeitando critérios técnicos.

O controle do "orçamento secreto do FNDE", de acordo com a matéria, ficou nas mãos de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, aliado de Jair Bolsonaro (PL) e um dos líderes do famigerado "centrão".

Em um dos casos de direcionamento de recursos, escolas de sete cidades em Alagoas receberam cerca de R$ 26 milhões oriundos do Ministério da Educação para aquisição de kits de robótica - cada um ao preço de R$ 14 mil, acima do preço de mercado. De acordo com a Folha de S.Paulo, em muitas destas escolas sequer há água encanada e acesso à internet.

Os kits são vendidos pela empresa Megalic. A companhia tem como propietário Roberta Lins Costa Melo e Edmundo Catunda. O filho de Catunda é o vereador de Maceió João Catunda (PSD). O parlamentar maceioense, aliás, é aliado político de Arthur Lira.