Pular para o conteúdo principal

Mil dias de Inferno: Combustíveis mais caros

Imagem
Arquivo de Imagem
combustíveis

O preço dos derivados do petróleo no Brasil, em mil dias de governo Jair Bolsonaro, dispararam. A variação afeta diretamente o valor de outros produtos - ao subir o preço da gasolina, aumentam-se os custos de frete - prejudicando diretamente os consumidores, principalmente os mais pobres.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do botijão de gás de 13kg em janeiro de 2019 era R$ 70 - ou R$ 80,64, com correção inflacionária. Em agosto de 2021, o valor saltou para R$ 95. Uma variação de mais de 35%, ou de 17% se considerada a variação da inflação.

Com isso, no governo Bolsonaro se consolidou a tendência do valor médio do botijão representar um percentual cada vez mais maior do salário mínimo. Atualmente, um botijão custa em média 8,6% de um salário mínimo (R$ 1.100). Entre 2003 e 2015, a relação entre valor do botijão e o salário mínimo vivenciou uma queda constante, atingindo seu menor patamar em 2014, quando representava cerca de 6% de um mínimo da época.

VEJA TAMBÉM:
- Mil dias de Inferno: Dólar nas alturas e inflação acima do teto
- Mil dias de inferno no Meio Ambiente sob Bolsonaro

Importante lembrar que Paulo Guedes, ministro da Economia, chegou a prometer que o preço do botijão de gás, ao longo do governo, seria metade daquele de quando se iniciou o mandato de Bolsonaro.

A alta do preço do botijão tem levado a um cenário preocupante no País: o retorno, entre os mais pobres, do uso de lenha e álcool para cozinhar.

Ainda segundo a ANP, em janeiro de 2019 o litro da gasolina custava em média R$ 4,26 nos postos - R$ 4,97 em valores corrigidos. Em setembro de 2021, o consumidor pagou em média R$ 6. Um aumento de 40%, ou de 20% quando considerada a inflação.

Para se ter uma comparação, quando Bolsonaro assumiu, um salário mínimo (R$ 998) equivalia, em média, a 233 litros de gasolina. Hoje, um mínimo compra apenas 183 litros.

A elevação do preço do combustível tem um efeito em cadeia, aumentando os custos de transporte de outros produtos. De acordo com especialistas, a principal razão para as elevações sucessivas tem relação direta com o preço praticado pela Petrobras, que, desde o governo Temer, decidiu alinhar o valor cobrado com o preço internacional, o que beneficia os acionistas da estatal - e dificulta a vida do consumidor.