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Mesmo em queda, dólar na gestão Bolsonaro bate recordes

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evolucao dólar

Apesar da queda do preço do dólar entre fevereiro e março de 2022, o patamar alcançado pela moeda dos EUA no último mês que se encerrou ainda se encontra entre os três maios valores nominais para o período de março nos últimos 20 anos.

Em fevereiro deste ano o dólar era cotado a R$ 5,13. Com a elevação contínua da taxa básica de juros - a Selic, com a intenção de contenção da inflação no Brasil - o país passou a ser local atrativo para investidores internacionais, assim com outros países emergentes. A entrada de dólares no Brasil nestas condições tem feito o câmbio menos desfavorável ao Real.

O valor do dólar em março - R$ 4,72 - só perde para os preços registrados neste mês para outros dois anos de governo Bolsonaro. Em março de 2021, a moeda bateu o recorde para este mês, sendo cotada a R$ 5,69. Março de 2020 ocupa o segundo lugar do ranking, com cotação de R$ 5,19. Além da vice-liderança para o período, março de 2020 representou a primeira vez na história do Brasil que a moeda dos EUA superou o patamar de R$ 5,00.

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No primeiro ano de Jair Bolsonaro à frente do Governo Federal, ainda que a cotação do dólar no mês de março tenha ficado abaixo dos valores anteriores, o valor do dólar foi o quarto maior da história nas últimas duas décadas: R$ 3,94.

A trajetória do preço do dólar do início do mandato de Bolsonaro contrasta principalmente com a curva traçada no primeiro governo Lula. No primeiro governo do petista, de janeiro de 2003 a março de 2006, o dólar teve uma queda 35,67%. Em março daquele ano, o dólar estava em R$ 2,12.

Na segunda gestão de Lula, no mesmo período - janeiro de 2007 a março de 2011 - a moeda dos EUA recuou 17,57%. Em março daquele ano, estava cotada em R$ 1,66. Do começo do governo Bolsonaro a março de 2022, o dólar teve uma alta de 29,45% - patamar.

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