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Mercado de trabalho está longe de recuperação

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Imagem do site Recontaai.com.br

De acordo com publicação do Dieese sobre os indicadores trimestrais do mercado de trabalho, a pandemia aprofundou o quadro de desestruturação - que já era grave.

Ainda que o governo torture números para apresentar dados de melhora no mercado de trabalho, a situação do emprego no Brasil segue ruim. A pesquisa "Condição do Mercado de Trabalho - Indicadores Trimestrais Brasil e estados" destaca a queda de 6,6 milhões de trabalhadores ocupados nos três primeiros meses deste ano.

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Os dados utilizados para a análise vieram próprio governo e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A partir deles, os técnicos do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizaram a pesquisa.

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Situação do mercado de trabalho coloca famílias em vulnerabilidade

À primeira vista, a pesquisa infere que houve aumento não só no desemprego, mas também no desalento. Somados, os desempregados e desalentados passaram de 16% no primeiro trimestre de 2020, para 19,5% no mesmo período de 2021.

No mesmo sentido, a informação mais preocupante é que a situação entre os chefes de família acompanhou essa tendência. Combinando essa mesma taxa de desocupação com desalento, o País saiu de um patamar de 11,2% em 2020, para 13,4% em 2021. O dado que mostra um maior número de famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Desemprego em alta, salários em estabilidade?

Houve um incremento de 11,7% no número desempregados procurando trabalho há mais de 5 meses, quando comparado o mesmo período de 2020 e 2021. A taxa de desempregados nessa situação subiu de 49,6% em 2020, para 61,3% em 2021.

Já os rendimentos dos trabalhadores mantiveram-se estáveis. Segundo a pesquisa, a hora média de trabalho passou de R$ 15,13 no 1º trimestre de 2020 para R$ 15,41 no mesmo período de 2021. Conforme a pesquisa, a perda de emprego e renda dos mais pobres - mais atingidos pela pandemia - foi compensada pelos trabalhadores com mais alta renda, que permaneceram em casa. Em outras palavras, a estabilidade do indicador não correspondeu à situação geral.

No site do Dieese é possível observar a situação do mercado de trabalho em cada estado.

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