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Mercado de Trabalho: Crise atingiu mais mulheres negras

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mulher e mercado de trabalho

No Dia Internacional das Mulheres, dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram um cenário negativo, especialmente para as negras.

Em um Boletim Especial para o Oito de Março, o Dieese comparou a inserção feminina no mercado de trabalho entre o terceiro trimestre de 2019 - antes da pandemia - e o mesmo período de 2021, tendo como base números da Pnad.

Mesmo sendo a maioria da população brasileira, no terceiro trimestre de 2021, havia 39 milhões de mulheres com ocupação, ante 53,9 milhões de homens. Comparando-se a situação das mulheres entre os dois trimestres - de 2019 e 2021 - o cenário se torna ainda mais evidente.

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No terceiro trimestre de 2019, o Brasil , 47,5 milhões de mulheres compondo a força de trabalho. 40,7 milhões estavam ocupadas - 52,5% negras e 47,5% não negras. Eram 6,8 milhões de desocupadas, sendo 64,3% negras e 35,4% não negras.

Já no terceiro trimestres de 2021, eram 46,4 milhões de mulheres integrando a força de trabalho, sinal de que mais de um milhão se retirou do mercado e deixou de procurar ocupação. Cerca de 39 milhões estavam ocupadas, mais uma diminuição. Entre estas, 51,6% eram negras e 48,4% não negras, o que mostra um cenário de maior impacto sobre o primeiro grupo. Entre as desocupadas, que eram 7,4 milhões, 63,5% eram negras e 36,5% não negras.

A redução relativa do percentual de mulheres negras desocupadas em relação ao percentual de mulheres não negras, levando-se em conta os dois períodos, aponta, portanto, que foi o primeiro o grupo que mais se retirou do mercado de trabalho por conta da pandemia.