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Mentiras de Bolsonaro sobre o Meio Ambiente são denunciadas na ONU

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A bancada de deputados federais do PSOL protocolou uma denúncia na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as mentiras que Bolsonaro disse em relação à questão ambiental no Brasil.

Mentiras de Bolsonaro sobre o Meio Ambiente são denunciadas na ONU por deputados do PSOL.Imagem: Reprodução TV Brasil

Os deputados e deputadas federais do PSOL protocolaram nesta quarta-feira (23) na Organização das Nações Unidas (ONU) um documento que desmente a fala do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, realizada ontem.

Além de protocolado na instituição global, o documento – em inglês – foi enviado para os 193 estados membros da organização. Foram comunicadas também as relatorias, o secretário-geral e o presidente da ONU.

Assinado pelos dez deputados que o partido tem na Câmara dos Deputados, o documento traz dados importantes, principalmente sobre a queimada no Pantanal. De acordo com a operação Matáá, levada a cabo pela Polícia Federal brasileira, foi criminosa.

As informações mostram dados reais sobre as queimadas no Pantanal e a destruição do bioma. Para tanto, foram utilizados dados confiáveis vindos de órgãos do Estado como Inpe e Ibama. Segundo consta, os incêndios no Pantanal aumentaram em mais de 220% só em 2020 e já destruíram cerca de 22% da mata nativa do território.

Responsabilidade

De acordo com os deputados do PSOL, o governo não estaria apenas mentindo sobre os incêndios, mas também ocultando sua responsabilidade sobre eles.

Seu governo tem promovido um alarmante desmantelamento do sistema de proteção ambiental do país, agindo com extrema negligência diante de tragédias ambientais.

O governo brasileiro reduziu drasticamente o orçamento para políticas ambientais, e promove abertamente o relaxamento das inspeções e incentiva a impunidade para o meio ambiente. Enquanto isso, Bolsonaro e outros funcionários do governo atacam abertamente movimentos e organizações não governamentais.

Carta à ONU

O documento também aponta que os crimes ambientais aumentaram na região. Já há mais incêndios criminosos em 2020 do que foram registrados nos cinco anos anteriores, segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente de Mato Grosso. Contudo, os incêndios extrapolaram a fronteira do estado e hoje ardem no Mato Grosso do Sul e no Tocantins.

Mentiras desrespeitam a ONU e os países-membros

O documento conclui afirmando que as mentiras sobre o Meio Ambiente contadas por Bolsonaro, na abertura da Assembleia Geral, ofendem os países membros. E não só ataca povos tradicionais e indígenas, que nada têm a ver com os incêndios e sofrem com as consequências.

Aproveitando a pauta de Direitos Humanos, o Psol ainda afirmou que “o Brasil tem sistematicamente violado os direitos das pessoas e vem negligenciando várias disposições da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Sâmia Bonfim, líder da bancada na Câmara, afirmou sobre as queimadas: “Elas são responsabilidade do governo e de seu Ministério do Meio Ambiente que estão, deliberadamente, atuando contra a preservação das nossas florestas e sendo coniventes com o desmatamento e as queimadas”.

Pedidos de reparação

Expostas as mentiras, o PSOL requer à ONU uma série de medidas para sanar o vexame brasileiro. A primeira delas é a total desconsideração das informações dadas pelo presidente.

No mesmo sentido, o partido pede providências que vão desde declarações públicas de autoridades da entidade – no sentido de reafirmar a verdade – até visitas de relatores oficiais.

Clique aqui e veja na íntegra o documento.